Conversa e confraternização encerram comemorações

Uma conversa de livraria com a fotógrafa Fátima Roque, no dia 20, às 20 horas, encerrou em alto estilo as comemorações dos 20 anos do Alpha

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Uma conversa com a artista Fátima nunca é linear. Provoca e instiga, nada é o que parece ser, desde um simples monograma projetado na tela

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à complexidade das sempre instigantes imagens de sua autoria, tudo possui uma história, um acontecimento (acasos?)

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que leva à reflexão sobre uma trajetória e a memória desse acontecimento

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memória e rigor, técnica e talento levados a cabo como projeto de vida, o mundo visto (e transformado) pelos “acasos objetivos”, o mundo em estado de arte, que leva o fruidor a pensar (um mundo em combustão?)

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O prazer estético de ver (sentir) a arte. A reflexão sobre certos aspectos (perversos) do mercado da arte não ficou de fora da conversa.

Reflexão é preciso, mas o rito da festa e da confraternização também necessários se fazem. E foi isso que fizemos. Confraternizamos.

Energizados pelos bons fluídos destes dois efervescentes meses, tentaremos chegar os 21. (dtv)

Fotos: Luzia Maninha

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O professor homenageado

Abril seguiu em comemorações no Alpha. Dia 18 foi a fez de homenagear mais um escritor do catálogo Alpharrabio Edições pelos seus 80 anos, completados no ano passado, às portas dos 81, Alexandre Takara

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convidado a pronunciar palestra sobre sua trajetória intelectual e de vida, para uma platéia de bons camaradas, composta por ex-alunos, amigos e familiares)

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Interrompido somente quando partia para a conclusão (a eloquência e o entusiasmo não permitiram os intervalos previstos pela organização da atividade), cinco amigos efetuaram leituras de trechos de artigos seus publicados na imprensa

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Mônica Cardella

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Roberto Barbosa

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Simone Massenzi Savordelli

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Antonio Possidonio Sampaio

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Sonia Regina Ramos

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Zhô Bertholini (momentos antes da leitura)

Por fim, dentre as muitas surpresas, a surpresa que provocou este (mais este) sorriso de satisfação no homenageado, a entrega de “Razão e Paixão (fragmentos)”. Diz o colofão: “este mimo bibliográfico foi composto e impresso no “casulo 3×4″ (n.r.: leia-se, edição artesanal de Luzia Maninha), capa na tipografia luar do mestre raul, nas comemorações dos 20 anos da livraria alpharrabio e nos 80 anos do autor. tiragem de 92 exemplares numerados, trechos de artigos pubicados no Diário do Grande ABC, pesquisa e organização: luzia maninha e dalila teles veras, conceito criativo: luzia maninha, cúmplice editorial: mônica cardella, santo andré/sp, 18 de abril de 2012, na homenagem a alexandre takara.

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Um brinde cerrou o pacto de cumplicidades intelectuais e afetivas. (dtv)

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Mestre Kenji Ota

Na manhã do último sábado, o Alpha banhado por uma incrível luz outonal, escurecemos a sala para projetar imagens do artista Kenji Ota e ouvir o Mestre falar de seus processos criativos, de suas pesquisas. E a luz, a verdadeira luz, se fez lá dentro.

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(foto: fátima roque)

Suas obras são muitas vezes resultantes do acaso, mas jamais “por acaso”. Pesquisador incansável, busca referências sobretudo em sua ancestralidade oriental. Suas fotografias/pinturas, em suportes inusitados como papel reciclado, tanto podem surpreender como um haikai de Bashô quanto um conto de Mishima. Arte, sempre. Arte como processo. Arte como busca. Arte como vida levada a sério. Arte em tempo integral. Arte que não visa a celebridade, mas o êxito duradouro, como já o é.
Abaixo, uma sequência de registros que bem dizem do clima daquela que foi uma verdadeira e generosa aula magna de fotografia, lição de partilha e camaradagem artística. Nossos agradecimentos à Fátima por nos trazer seu Mestre, agora nosso Mestre também (dtv)

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(foto: Luzia Maninha)

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(foto: Luzia Maninha)

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(foto: Luzia Maninha)

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(foto: Luzia Maninha)

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(foto: Fátima Roque)

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(foto: Fátima Roque)
Alegria e júbilo, celebração e troca, à sombra de Jorge Amado que neste ano dos 20 anos do Alpha comemora seu centenário e abençoa o terreiro da arte.

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a jovem poesia e o Alpha

A poesia, a jovem poesia de Henrique Pontes, e seu primeiro livro, Amoral Poética, invadiu o Alpha nestes 20 anos de muita poesia

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Coadjuvado por Pierina Ballarini, companheira na arte e na vida

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O poeta falou do seu ofício e do livro inaugural

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Os que vieram, viram e beberam versos, aprovaram

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Os viciados em poesia, não se contiveram e leram também

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as musas do poeta aprovaram e certamente seguirão como fonte e alimento. O Alpha, embriagado de juventude, rejuvenesce, aos vinte. (dtv)

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Conversa de gente grande

Neste último sábado, mais uma etapa cumprida em alto estilo na longa lista de atividades comemorativas dos 20 anos da Livraria Alpharrabio. Alphas de todos os tamanhos, idades e latitudes compareceram para prestigiar Constança Lucas e Júlio Gonçalves Dias que vieram ao Alpha para conversar sobre seu livro A Menina e o Sol.

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A iluminar ainda mais a luminosa manhã de outono e os ricos caminhos da imaginação, Carlos Sereno, com seu reconhecido talento de educador e contador de histórias, lê a história e convida também a ler.

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A platéia atenta e entusiasmada, topa, diz que sim e entra na conversa

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que inclui ouvir como se forma uma história na cabeça e no coração de um autor

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e como se junta a essa história a arte do desenho e da pintura, formando uma perfeita simbiose de cor e palavra

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(Constança trouxe e mostrou aos presentes os originais dos desenhos do livro)

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A concentração é total

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Uma boa história, vê-se logo, tanto faz rir quanto refletir

E o amarelo solar invade todo o ambiente

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(então são eles mesmos, os autores que estão aqui, em carne, osso, palavra e imagem?)

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enfrentar a fila de autógrafos e ganhar, junto à dedicatória de palavras, um desenho/dedicatório especial sobre os tantos outros belos desenhos impressos é tarefa prazerosa

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não esperar chegar em casa para ler a história ouvida é tarefa urgente

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tanto quanto antecipar o gozo da leitura já no ato da aquisição do exemplar do livro

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abraçar velhos amigos na despedida e saber que o princípio de uma vida que valha a pena na transformação do mundo, começa por aqui, pela leitura e pela amizade

Em tempo: As “tias” Suca e Penélope, partícipes deste processo de construção de leitores foram lembradas pelos pequenos habituês da tertúlia que, por sua vez, foram informados da devida justificativa da ausência. “Tia” Eliane distribuiu a pipoca, saboreada até por aqueles que, aconchegados ao colo do papai, ainda não sabem ler

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e a “tia” Luzia, como sempre, registrou nestas imagens o magnífico encontro (dtv)

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Poesia na rota da chuva

Sobre a chuva, diz o dicionário de símbolos de Jean Chevalier: “aquilo que desce do céu para a terra é também a fertilidade do espírito, a luz, as influências espirituais”. Ora, como já dissemos aqui várias vezes, o Alpha, não por acaso, nasceu sob o signo da chuva e debaixo dela que tem sido comemorado esse nascimento e é debaixo dessa simbologia (transformada em ação) que esta casa se alicerça.
Na última sexta-feira, 16, cumpriu-se, uma vez mais essa realidade simbólica. No lançamento de “Diário de uma Mulher em rota de chuva”, chovia, pouco, anunciando o Outono e cumprindo o estigma do título.

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Conceição Bastos cumpriu o rito, leu um poema deste que é seu primeiro livro, com dignidade editorial publicado pela Dobra, editora dirigida por Reynaldo Damazio, poeta que encara ambos os ofícios com seriedade e, sobretudo, respeito pelo material que publica.

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poetas e escritores (não há mais leitores, os poetas leiem-se) trocaram impressões sobre essa e outras realidades, a poeta sobre o seu ofício e a trajetória que teve no projeto Tantas Letras, em São Bernardo do Campo, o grande impulso.

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A informalidade reinante juntou-se ao clima fraterno de quem acredita nas mesmas coisas e procedimentos.

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Dali os poetas (alguns) seguiram para outro destino. Foram comemorar o aniversário de outro poeta. Viva! (dtv)
Fotos: Luzia Maninha

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Para curtir e compartilhar

Via Facebook
João Alberto Tessarini

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Antonio Possidonio Sampaio – a homenagem

10.03.12, um sábado, manhã. O Alpharrabio ainda em festa dos 20. Desta feita, um encontro fraterno para celebrar os 80 anos do escritor que inaugurou, 1993, o catálogo editorial Alpharrabio Edições, com seu livro, ABC Cotidiano – Cotidiário, um alpha de primeira hora e de primeira grandeza, colaborador e amigo de todas as horas, Antonio Possidonio Sampaio.

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ANTONIO POSSIDONIO SAMPAIO, nasceu 29.10.1931, em Morro Preto, que até 1958 pertencia ao Município de Sta. Terezinha, quando passou a pertencer a Iaçu, no Estado da Bahia. Mudou-se para S. Paulo em 1949, onde concluiu os estudos secundários e graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em 1964.
Jornalista profissional, trabalhou como repórter nos jornais Gazeta Mercantil e Notícias Populares até 1964. Após essa data, tem colaborado em jornais de entidades profissionais como Tribuna Metalúrgica, O Escritor, bem como em suplementos literários.
Começou a exercer a advocacia na região do Grande ABC, em 1965, onde milita no setor do Direito Social, dedicando-se especialmente à infortunística. É bastante conhecida a sua luta contra as falhas da legislação acidentária e estudos dentro do campo do direito trabalhista. Foi assessor jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema por três décadas.

Em 1989 passou a morar em Santo André, depois de viver 40 anos em São Paulo. Desde a época de estudante, participou de atividades culturais.

Quer seja como Advogado, jornalista ou escritor, Antonio Possidonio Sampaio deixa sempre sua marca, a marca da luta em prol da liberdade.

APS publicou os livros:

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Vitrine especialmente preparada para a homenagem, com todos os títulos publicados por APS. Volumes pertencentes ao acervo ABCs Núcleo Alpharrabio de Referência e Memória

A Arte da Paquera, Ibrex, SP – 1970
Este livro foi considerado pelo Jornal do Brasil um dos principais livros de literatura de humor publicados na época.

Galeria da Solidão, Ibrex, SP – 1972
Romance urbano, paulistano, sobre o drama do desempregado com mais de 35 anos

Vendedores de Ilusão, Ibrex, SP – 1973
Romance em que o personagem principal é um escritor novo e sua luta pra vencer o bloqueio editorial e, depois, a censura.

Vamos Empinar Papagaio, Ibrex, SP – 1974
Romance-reportagem sobre a crise do Direito e da Justiça.

Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois Não…, Vertente, SP –1977, 2a.edição, Alpharrabio Edições, SP, 1997
Primeiro Prêmio do I Concurso Escrita de Literatura. A luta de um intelectual em prol da liberdade é o tema deste romance.

A Capital do Automóvel – Na Voz dos Operários, Edições Populares, SP – 1979, Edições Populares, SP – 1979. O resultado da longa convivência do autor com os trabalhadores

Lula e a Greve dos Peões, Escrita, SP – 1982
Romance-reportagem, onde os personagens (reais) (re)vivem os episódios da greve dos metalúrgicos de S.Bernardo do Campo em 1980.

Manhatan do Terceiro Mundo, Ibrasa, SP, 1993
Romance inédito que relata as angústias sócio-psico-culturais dos que viveram em tempos de ditadura militar.

ABC Cotidiano – Cotidiário, Alpharrabio Edições, SP, 1993.
Registros diários que abrangem todo o ano de 1992. Este livro marca uma nova fase literária do escritor e é também uma declaração de amor a Santo André, que o autor elegeu como sua morada definitiva.

Andanças na Contramão – Reportagem Sentimental, crônicas, Alpharrabio Edições, 1996
Nesta plaquete, que junto com 5 outros volumes de escritores diferentes compõe uma caixa com a coleção Prosas, o autor revela-se um cronista atento ao cotidiano de sua cidade.

Em Busca dos Companheiros, romance, Alpharrabio Edições, SP, 1999
Neste romance, o escritor dá continuidade ao seu projeto de registrar o imaginário das lutas operárias na região do Grande ABC (SP), iniciado em 1979 com a publicação de A Capital do Automóvel, seguindo por Lula e a Greve dos Peões (1982).

ABC no Fim do Milênio, diário, Alpharrabio Edições, SP, coleção Imaginário, 2000
Aqui, o imaginário do Grande ABC durante 1999 é registrado pela agudeza da observação do escritor atento ao seu tempo que estendeu o mesmo desafio a outros escritores, ou seja, o de registrar o último ano do milênio. O resultado desse trabalho foi publicado em 5 volumes pela Alpharrabio Edições, na Coleção Imaginário.

No ABC dos Peões (edição conjunta de A Capital do Automóvel e Lula e a Greve dos Peões), Alpharrabio Edições, SP, 2005

Andanças com Salvador Bahia, diário, Alpharrabio Edições, SP, 2006
Salvador Bahia surgiu na ficção de APS em 1979 e, desde então, tem cruzado as diversas obras do autor, como o elo que, ao unir autor e personagem, confunde os limites entre ficção e realidade sobre os quais nosso “escritor-repórter” constrói sua obra.

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Cumprida a dinâmica do encontro, Possidonio Sampaio, com extrema simplicidade e lucidez, depõe sobre sua trajetória de vida, na qual a literatura e a defesa intransigente em favor dos direitos do trabalhador ocuparam papel fundamental

Os amigos ilustraram a palestra autobiográfica com leituras de trechos de seus livros

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Valdecirio Teles Veras, sócio/”irmão”, no trabalho e nas ideias, há 45 anos, lê trechos de Sim Sinhor, Inhor Sim, Pois Não…

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a leitura amorosa de Antonio Lopes Sampaio, o filho (Manhantan do Terceiro Mundo)

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O sociólogo/amigo José de Souza Martins em sua leitura de trechos de A Capital do Automóvel

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João de Deus, o violeiro e ex-metalúrgico, lê Em Busca dos Companheiros

O amigo Alexandre Takara leu um capítulo de seu livro inédito (Santo André a Caminho da Modernidade Cultural – título provisório) dedicado a APS.

A seguir, duas surpresas bibliográficas:

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1) Surrupiados ao autor, seis textos inéditos, crônicas que registram mais andanças pela cidade de Santo André, acrescidos de uma foto de Luzia Maninha na capa, foram transformados num precioso volume que integra a coleção “Mimo”, da Alpharrabio Edições, que recebeu o título “Uma cidade sob os pés”. A raridade bibliográfica de 92 volumes foi presenteada ao autor que, por sua vez, presenteou cada um dos amigos presentes com um exemplar.

2) Um belo e singelo volume artesanal reunindo três textos facsimiles de APS, foi entregue ao homenageado, com este colofon: “Documentos resgatados dos arquivos implacáveis de Carlos Felipe Moisés, escritor e crítico literário, que os escaneou em alta resolução enos enviou, com a recomendação de que fossem entre a APS, como memória e camaradagem dos tempos de Ginásio do Estado (1958-1960). Cumprida a recomendação, Luzia Maninha imprimiu e produziu no seu Casulo 3×4, esta edição manual de 3 exemplares destinados ao homenageado, ao arquivista dos originais e à editora. Santo André, 10.3.212, ha homenagem a Antonio Possidonio Sampaio pelos seus 80 anos nos 20 anos da Alpharrabio Livraria e Editora”.

Um encontro emocionado de velhos e novos amigos, das letras e do direito, leitores e admiradores de um ser humano raro, APS

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Que depois confratenizaram e celebraram. Brindes à amizade e à camaradagem sincera (dia)

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Fotos: Luzia Maninha e Fátima Roque

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20 anos e do outro lado aqui – a festa

Bem, chegou a hora do registro, recebidas as fotos (muitas, como selecionar?) de Luzia Maninha, Patricia Yamamoto, Alice Veras e releituras de Fátima Roque, aí vai uma breve reportagem da festa dos 20 anos com abertura simultânea da exposição “do outro lado aqui” de Fátima Roque, que abriu a programação especial de aniversário.

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Os convidados chegando, o toque inicial da festa foi dado pelo chegada do sempre surpreendente mestre Ditinho da Congada e Neusa Borges que afixaram na fachada da livraria uma simpática faixa em nome do Fórum Permanente de Debates Culturais. Viva! Agora sim, começamos:

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Afinal, é aqui ou do outro lado? ou aqui e também do outro lado? lados, simultâneos, reais, imaginados, deseducação do olhar, reaprendizado do olhar

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e foram chegando os convidados e os não convidados, pois convite não precisa para adentrar o lugar, posto que o lugar está posto há 2 décadas

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e às rodas, aos grupos, aos pares, aos casais

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foi-se dando o (re)encontro, a celebração do pertencimento

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E houve direito até monitoria pessoal da artista e convidados

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E a festa se deu e houve aqueles que não se importaram e continuaram a tarde a dentro a sua festa, à sua própria maneira, entre livros e brincadeiras

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e a despedida pode vir em carinho explícito

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ou um simples até logo, pois os livros e as obras ali permanecerão, à espera

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no lugar da amizade e da boa camaradagem (dtv)

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Alpharrabio 20 anos – O Alpha pelos alphas XIX

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Hugo (Guedo Gallet)

Há que se verificar o nível do papel para que a tinta não escorra com o redemoinho causado pela fala de tantos livros. Sempre, aqui e ali, uma idéia, ou melhor ainda, uma visão decola de um lado e atravessa as salas para outro lado, como aqueles incríveis passarinhos verdes de asas fechadas. A indiazinha dos computadores escreve com fúria e um cristal emana das palavras e se estabiliza no vácuo. A muito peculiar senhora madeirense obtempera mas, às vezes, desobtempera como se nada fosse, como se apenas alteasse uma ilha do mar da Irlanda. A irmã se afana , lidando com coisas estranhamente materiais quando ela (ela mesma!) encontrou um peixe numa flor. Temos que desviar da terrível mulher das chaves: essa, muito atenta, abre e fecha portais com a mesma facilidade de um elfo ou de uma hamadríade. O rapaz vermelho lê obsessivamente sem se dar conta que seus óculos são daqueles que geram um túnel na névoa e que o papel impresso tem a raiz em outro plano. A fotógrafa que percebe devagar que as fotos só mostram o que está imediatamente à frente ou imediatamente atrás, nunca exatamente ali.

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O alpha e artista residente em pleno exercício de sua genial maluquês no Alpha – Foto: Luzia Maninha, acervo ABCs Núcleo Alpharrabio de Referência e Memória.

O pintor maluco vê daqui (no entanto dali!) por causa da luz e elabora, a custo, uma cosmogonia das nuvens quase negras e do vento. A poeta loirinha e o desenhista cabuloso se perdem em signos e pequenas partes do corpo humano, como se projetassem um mapa ou um sextante. O velhinho dos pistões à vapor e dos Outros livros, vinha às vezes apenas sorrir, usando a boca como olhos e os olhos como boca.Entre losângulos isósceles de madrepérolas delicadas, o frei com a lenda partilhada tanto quanto as várias mortes do leviatã. Um outro, historiador do sonho do continente perdido, puxava as fraldas do mato e dos rios, cheios de formigas armadas, terríveis, e nomes arredondados. Agora, ou depois quem sabe, o poeta barbudo era trazido por uma chuva de partículas e umas sílabas, tantas quantas há em véus persas. O outro, um poeta sério e talvez triste (há sempre uma gota de escuridão neles todos, como uma porta que se abre num muro) tirava da cidade plasmada uma rede de becos, guias e rachaduras que mais importantes.
Há aqui uma inexplicável porém inevitável diluição parecida com o que acontece no fundo de uma taça. O som inaudível da conversa dos muitos autores e infinitos personagens que bebem e nadam num labirinto cheio de arcadas e peixes lunares. Um escudo antigo acontece atrás da porta e Agatha foi embora.
Tudo deriva sobre algodão em direção à Berlim e além, para Ierevan.
Logo, o planalto da pérsia e alguns tigres.
Logo terão chegado.

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