Alpha 20 anos – O Alpha pelos alphas II

Eu também sou um alpha

Eu sou um alpha. Meio independente, desses filhos rebeldes que voam por aí sem ficar muito em casa, mas quando a saudade bate insuportável ou quando quer um colo, corre para casa.
Ter amores verdadeiros (amigos) que quando se encontram parecem ter-se visto há instantes, repartir idéias livremente, sorrir e deliciar-se com a arte e literatura, quem não quer?
Ser alpha é poder ter tudo isso acompanhado de uma boa tapioca e um cafezinho no ponto.
Ser alpha é poder desfrutar de liberdade, fraternidade e igualdade, regado a beleza e genialidade da produção dos seus amigos alphas.
Obrigada Alpharrabio
Marilia Fozzati

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Marilia Fozzati, à janela, ladeada por José Duda e o saudoso Wagner Calmon (de óculos), em celebração da Folia de Reis, 06 de janeiro de 1996
(arquivo Alpharrabio Centro de Referência e Memória)

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Alpha 20 Anos – O Alpha pelos alphas – I

Tarso de Melo, advogado, filósofo, poeta, gente desta casa (um “alpha”), escritor de quem já publicamos vários livros, nos enviou um curioso texto que homenageia o Alpharrabio nos seus 20 anos. Com a devida autorização do autor, é com muito gosto que reproduzimos aqui o seu texto. E já que Tarso, de forma espontânea, nos honrou presenteando-nos com esse belo texto, veio-nos a ideia de um convite: você que se considera um “alpha” escreva também o seu depoimento, da forma mais informal e criativa possível. Teremos imenso gosto em publica-lo aqui, sob este mesmo título geral “O Alpha pelos alphas” II, III e… bem, aguardemos as eventuais manifestações dos “alphas” e vejamos até onde chegará a numeração. (dtv)

Tarso de Melo

Alpharrabio 20 anos: já!?

É muito difícil separar vício e virtude, entender onde um começa e o outro termina, ou mais, perceber quando um se converte no outro. Mas disso até o leitor dos Minutos de Sabedoria tem uma noção. O buraco é mais embaixo.

Nos últimos dias, por exemplo, tem-se falado muito sobre como tratar um vício grave, o crack, e os seus efeitos devastadores nas pessoas e na cidade. No entanto, o telespectador menos sonolento já viu que a solução não vem pelas vias virtuosas: os vícios da Cracolândia, na verdade, incomodam outros vícios, como a especulação imobiliária, e despertam vícios até piores, como a violência policial. É difícil achar qualquer virtude naquilo tudo. Aprendi, a propósito, num documentário especialmente impactante sobre o que o poder público projeta para aquelas três ou quatro ruas do centro de São Paulo, que “a Cracolândia não é um lugar, mas um conjunto de pessoas”. Completo: um conjunto de pessoas unidas por alguns vícios comuns.

Mas o que isso tem a ver com os 20 anos do Alpharrabio? – o leitor já deve estar incomodado. Tudo, porque há quase 20 anos o Alpharrabio é a minha Cracolândia. E a Cracolândia de muitos outros. É no Alpharrabio – não apenas um lugar, mas um conjunto de pessoas, espalhadas pelo Grande ABC e (queiram ou não) amarradas umas às outras pelos mesmos vícios – que pude satisfazer e, de certo modo, tornar insaciável o vício de ler e falar sobre literatura, que havia adquirido meio por acaso no início dos anos 1990 e, de lá para cá, tem exigido doses cada vez maiores. Várias delas, confesso, encontrei no Alpharrabio – insisto, não apenas um lugar, pessoas!

Por exemplo, não conheci o Alpharrabio no próprio Alpharrabio. Eu rodava por Santo André em busca de algo que satisfizesse – e firmasse – aquele vício nascente e me deparei, numa manhã de sábado, com um mercado de pulgas no Museu municipal (era bem em frente ao Museu, aliás, que ficava a papelaria em que eu encomendava a maior parte dos livros que comprei na época). Entre os vários expositores/vendedores, uma barraca de livros. Poucos livros, se bem me lembro. Cheguei, como quem faz algo errado, tomei coragem (acho que por causa dos títulos ali expostos, que me levavam a crer que seria o lugar ideal para fazer essa pergunta) e disse: “Você tem as Flores do Mal, do Baudelaire?” As traficantes – Dalila e Maninha – logo perceberam que ali havia um potencial dependente: “Aqui, não. Mas lá no Alpharrabio tem”.

Era um convite e uma senha. Aceitei e não sabia que aquele “no Alpharrabio tem” dizia respeito a muito mais do que o livro do Baudelaire (que, de fato, estava lá na livraria e fez a minha alegria). Digamos: vim (fui), vi, viciei. Daquela semana em diante, eu mesmo passei a dizer para outros potenciais dependentes que “no Alpharrabio tem”: livros e mais livros, conversas intermináveis sobre literatura e outras artes, gente que faz música, teatro, dança, poesia. Gente com os mesmos vícios.

À época, bem mais jovem, disposto e disponível, fiz daquela casa na rua Eduardo Monteiro – e, principalmente, das pessoas que gravitavam ao seu redor – a minha Cracolândia. (Aliás, não era nada difícil ver grupos de frequentadores do Alpha, depois dos eventos ou das tardes mais pacatas, vagando pela cidade, esticando a conversa em bares, cafés, padarias.) Era lá e com elas que eu partilhava cada leitura nova, cada desejo de ler algo que alguém comentou, cada ideia que surgia e os versos que colocava no papel e pretendia que fossem além do papel. E aquela gente toda ficava ali horas e horas satisfazendo o vício alheio e, ao mesmo tempo, aprofundando o vício com novas dicas, um livro que encontrou, um autor que descobriu.

Esse Alpharrabio não ficou nos anos 1990 – ainda é assim, por trás de todas as transformações, inclusive físicas, que ocorreram. Mas o leitor deve ter uma ideia de que, em 20 anos, muita gente diferente passou pelo Alpharrabio. E é até possível falar de gerações diferentes que ocuparam o Alpha, sempre mescladas umas às outras, mas trazendo uma atmosfera diferente a cada 3 ou 4 anos de sua história.

Nesses 20 anos, há alguns “titulares”, digamos, mas a cara do Alpha mudou no mesmo ritmo com que mudaram as caras que circularam por lá. E as diversas caras do Alpha espalham pela cidade a cumplicidade que mesmo os frequentadores mais esporádicos passam a ter com as pessoas e coisas que conheceram ali.

É comum ver o Alpharrabio andando pelas ruas do ABC. Podemos reconhecer a quilômetros um alpha – batizemos assim, mais ou menos como os cronópios e famas de Júlio Cortázar, o frequentador (ex-, atual ou futuro!) do Alpharrabio. Um alpha sempre reconhece outro alpha, mesmo se aquele não frequenta mais e o outro não frequenta ainda. Um alpha reconhece a si e seus pares normalmente no momento em satisfazem seus vícios comuns: o livro, a caderneta, a conversa, alguma contemplação e o passo um pouco mais lento. Essa identificação toda poderia levar a uma espécie de seita, mas, pelo contrário, isto faz do Alpharrabio um grupo perturbadoramente aberto, composto por todos aqueles que, em algum momento, partilharam ou partilharão da convicção de que “no Alpharrabio tem”. Mas, afinal, o que tem no Alpharrabio?

Bem mais que uma livraria de livros usados e raros, a sede da editora de autores locais ou o espaço cultural em que os alphas se encontram, a casa da Eduardo Monteiro guarda, há 20 anos (já!?), como um polo de resistência cultural, a rara capacidade de fazer com que jovens artistas e outros apaixonados por arte, ao conhecerem seus pares, conheçam melhor a si próprios. Mais ou menos como naquela imagem usada por Hegel para falar do sujeito que, ao levantar o véu do objeto que pretende conhecer, desvenda nada além do que a si próprio, o que cada frequentador encontra, ao buscar o que tem no Alpharrabio, é aquilo que ele mesmo levou até lá. O Alpharrabio, mais do que fazer, é feito de alphas. E o mais incrível é que ele consiga ter sido tantos.

Atualmente, mesmo passando semanas, até meses, sem entrar no Alpharrabio, não alimento a ilusão de estar livre dos vícios-virtudes que me prendiam àquela Cracolândia desde o dia em que lá entrei buscando As Flores do Mal. Mesmo exilados, os alphas voltam ao Alpharrabio. Ou melhor: levam-no consigo.

Quando chego lá e vejo aquelas caras novas todas em meio a outras bem mais conhecidas, parece que, na verdade, elas sempre estiveram ali: com outros nomes, outros traços, outros papos. Alphas, tão diferentes na aparência e idênticos por dentro. Talvez seja este o significado de “sentir-se em casa” – lá e além. Um lugar assim é tão raro quanto indispensável. O que se diz quando “parabéns” é pouco?

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Tarso de Melo, aos 18 anos (30.11.96 ) fala de Paulo Leminski no ciclo “Quem sabe conta” (ele sabia…) Foto Luzia Maninha, arquivo Alpharrabio Centro de Referência e Memória

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20 anos

Desde ontem, a Livraria Alpharrabio reabriu ao público, após o já tradicional recesso de fim-início do ano. A equipe aguarda, como sempre sua visita (os livros e o café sempre de prontidão). Confirmando: o encontro para celebrar os 20 anos do Alpharrabio será no dia 03.03.2012, um sábado, às 10h30, em nossa sede, na Rua Eduardo Monteiro. Bloqueie desde já essa data em sua agenda. A festa é de todos aqueles que fizeram do Alpha sua morada intelectual durante estas duas décadas. Aguarde programação completa.

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Pausa para pensar os 20 anos

A equipe Alpharrabio, como já é de praxe, encontra-se em férias. Pausa necessária ao pensar. Desta feita, uma agenda especial e comemorativa. Vem aí a comemoração dos 20 anos da livraria Alpharrabio. Desde já, sugerimos que inaugure sua agenda do novo ano, anotando e bloqueando esta data, após o Carnaval: 03.03.2012, um sábado, pela manhã, na Eduardo Monteiro, 151, em Santo André. Daremos notícias em breve.

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Livros, livros… e poesia, aguardando os vinte

A primeira quinzena deste mês de dezembro foi inteiramente dedicada à literatura no Alpharrabio

No dia 02, um encontro para celebrar um interessante e meritório projeto da Editora Lamparina Luminosa e Ponto de Cultural Editora Livre Popular Artesanal, ou seja, o lançamento dos livros Mínima Memória do Mundo e A Mineirinha e outras histórias, ambos resultados de um ano e meio de trabalho.

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Trata-se do registro de memórias coletivas e individuais, em forma de prosa e de poesia, trabalho realizado com trabalhadores, aposentados e pessoas em processo de alfabetização, coordenado por Christian Piana.

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Apresentado e recepcionado por Júlio Mendonça, Cristian Piana fala dos livros

Já no dia 10, um novo título do catálogo Alpharrabio Edições, Escola de Teatro da Fundação das Artes de São Caetano do sul 1969-1982, de autoria de José Armando Pereira da Silva, foi lançamento no prédio da própria Fundação das Artes.

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Além do texto de José Armando, resultado de um trabalho de pesquisa, em boa parte valendo-se de documentos do espólio de Milton Andrade, que dirigiu aquela instituição por 16 anos, o livro também conta com um depoimento de Heitor Capuzzo, Imagens do ABC em movimento, sobre cinema na Fundação das Artes.

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(HC – à direita)

Na ocasião, José Armando formalizou a doação à Fundação Pró-Memória de São Caetano dos documentos pesquisados, devidamente autorizada pela família de Milton Andrade.

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Após a palavra do autor, que homenageou o amigo Milton Andrade, a quem o livro é dedicado, Dalila Teles Veras informou os presentes sobre o ofício enviado dias antes pelo Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC ao Prefeito de São Caetano do Sul, cobrando uma resposta ao ofício a ele encaminhado há exatos dois anos, no qual dezenas de artistas e intelectuais, sugeriram que a Fundação das Artes recebesse o nome de Milton Andrade, falecido no dia 01.12.2009.

Trecho do ofício, lido na ocasião e do qual muitos dos presentes receberam cópia: “Lembramos que essa sugestão foi largamente divulgada pela mídia local, sendo que em matéria sob o título “Justa homenagem” publicada no Diário do Grande ABC em 11.04.2010, Vossa Senhoria, indagado pelo repórter Nelson Albuquerque, declarou que “A Fundação das Artes deverá receber o nome de Milton Andrade na reinauguração prevista para o fim do ano”, o que muito animou todos aqueles que reconhecem na figura de Milton Andrade uma referência no mundo da Cultura, não só em São Caetano do Sul, onde fundou e dirigiu por 16 anos a Fundação das Artes e muito contribuiu inclusive com a formulação de políticas públicas da cultura e movimentos culturais, mas em todas as outras cidades da região, projetando-se, inclusive, como artista nacional.”

Além do autor e do co-autor Heitor Capuzzo, residente hoje em Singapura onde é professor titular na Escola de Arte, Design e Mídia da Nanyang Technological University, prestigiaram o evento a família de Milton Andrade (esposa, 3 filhos e netos) e destacadas figuras do mundo das artes e da literatura que patentearam seu apoio à ideia da Fundação das Artes receber o nome de Milton Andrade.

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(o autor com a família de Milton Andrade)

No dia 17, no encerramento das atividades de 2011, Danilo Bueno, retorna à casa editorial que publicou seus primeiros livros (Fotografias, 2001, plaquete, e crivo, 2004) para promover o lançamento do seu mais recente livro, Dia útil, Lumme Editor, 2011, encerrando com boa poesia este ano de múltiplas atividades.

Aqui fica um poema do novo livro de Danilo, com augúrios de que a poesia permaneça a ocupar espaços alpharrabistas também durante o ano em que a Livraria Alpharrabio comemorará seus 20 anos

Contra a mão que escreve
Investe o Sol em sacrifício
Melhor perder os dentes
Julga o parvo a mensagem que o conjuga
É um conto o malogro deste mundo
Acidula o horizonte em sua linha
Falo de flores falo de sol-pores
O corpo e o bordão descoloridos entoam
Rimas de outros dias

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Fotos: as primeiras duas imagens são de autoria de Fátima Roque, as demais, como de praxe, são de Luzia Maninha.

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Amanhã Dia Útil

17 de dezembro de 2011 (sábado) – 10 horas
Lançamento do livro
DIA ÚTIL
de Danilo Bueno

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Clique

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Fantoches constroem leitores e imaginário

As tias Suca e Penélope armaram uma surpresa para a criançada, no encerramento do Construindo Leitores 2011

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Atenção, atenção, disse a tia Suca, devidamente paramentada, “esquetando” com a já costumeira “ginástica musical” a platéia: o espetáculo vai começar:

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E foi aí que se deu a mágica daquela manhã de sábado.

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os adoráveis personagens, criados, construídos e manipulados pelo artista Abraão Gouvea na sua fantástica “Fábrica de Fantoches”

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dançantes, instrutivos, engraçados, o pinóquio, o flautista, a vovó, o fotógrafo e tantos outros simpáticos bonecos iam se apresentando, iluminados

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de pura magia, verdadeira “viagem” musical pela imaginação

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Após a “materialização” do artista-pai dos bonecos, a visita aos bastidores, conhecer como é que se produz “encantamento”

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Ah! então é assim! “Vou fazer esse teatro dentro do meu guarda-roupa e vocês vão assistir sentados na minha cama.” disse um dos pequenos

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já “na pele” e no “papel” de lobo mau. E saiu dali pedindo para alguém ler pra ele a história do chapeuzinho vermelho que, diga-se, já sabe de cor e salteado (sim, a antiga, aquela politicamente incorreta que seus pais e avós aprenderam e contaram para ele).

O Construindo leitores acontece mensalmente há exatos dois anos na livraria Alpharrabio e foi idealizado por Penélope Martins, autora de histórias para a infância, Suca Moraes e Cristina Suzuki, artistas visuais. Trata-se de um projeto que visa a valorização do livro e a formação de leitores, aberto gratuitamente ao público interessado e que, pela sua constância e variedade de atividades, conta com um público fiel e entusiasmado. As imagens, como sempre, são de “tia” Luzia Maninha e os bastidores, incluindo pipoca, é por conta de “tia” Eliane. (dtv)

em tempo: visite a fábrica de bonecos aqui

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Lançamento – 02 de dezembro (sexta-feira)

02 de dezembro (sexta-feira) 18 horas

Lançamento e Apresentação dos livros Minima Memória do Mundo e A Mineirinha e outras histórias (Editora Lamparina Luminosa – Ponto de Cultura Editora Livre Popular Artesanal). Leituras com acompanhamento musical ao vivo
de trechos dos dois livros, debate e assinatura dos livros.

Lamparina

Data: 02.12.2011 (sexta-feira) 18h

Local: Livraria Alpharrabio
Rua Eduardo Monteiro, 151 (travessa da Av. Portugal, (altura do número 1.000)
Jardim Bela Vista – Santo André, fone 4438-4358

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Frei Betto – Um humanista que escreve ficção

O romance Minas do Ouro levou 13 anos para ser concluído. Narra a saga dos Arienim, através de várias gerações. Como pano de fundo, cinco séculos de história. As cidades de Ouro Preto, Mariana e Sabará, as lutas em busca de metais preciosos, a história de Minas Gerais e do Brasil.
Foi dessa obra que Frei Betto, seu autor, veio falar para um interessado público de leitores que lotou as dependências da livraria Alpharrabio no último dia 25.

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Filho de pai cronista, o jornalista Antônio Carlos Vieira Christo, e mãe culinarista, Maria Stella Libânio Christo, aos 60 anos publicou um livro, Fogão a Lenha, que hoje é considerado um clássico da culinária mineira, Frei Betto deles herdou a vocação para a palavra, talento já aos 11 anos vaticinado por um professor de português que disse que “ele só não seria escritor se não quisesse”.
Dito e feito. O jovem Carlos Alberto Libânio Christo foi estudar jornalismo, tornou-se Frade Dominicano, estudou também antropologia, filosofia e teologia. Além do escritor reconhecido e laureado, é também um respeitado pensador, incansável voz na luta pelos direitos humanos e justiça social.

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Com uma espantosa capacidade de comunicação, Frei Betto encantou a platéia, valendo-se, inclusive, de um fino humor para falar de passagens difíceis de sua trajetória: “Eu me tornei autor graças aos generais brasileiros”. Preso, escrever era uma maneira de denunciar o que acontecia lá dentro. Publicado primeiro na Itália e na França e só bem depois publicado no Brasil, o livro Cartas da Prisão foi proibido de entrar na sela onde seu autor estava preso. As formas engenhosas como esses manuscritos saíram da prisão também foram motivo de pinceladas de bom humor.

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Autor de uma vasta obra, mais de 50 livros publicados, a maioria deles de cunho memorialista, Frei Betto confessa que aquilo que sempre quis foi fazer ficção e diz que a ideia para este seu segundo romance histórico foi acalentada desde 1980. Após muita pesquisa e cuidadoso trabalho de escrita (“este foi meu livro mais elaborado que já fiz”), Minas do Ouro é publicado e vem alcançando sucesso de crítica e de público.

“Não adianta alguém dizer ao escritor para contar isto ou aquilo”, disse o autor. “É preciso ficar grávido da ideia”. A “leitura da história da mina de Morro Velho, considerada a maior e mais produtora mina do mundo no século XIX, me levou à história de Minas Gerais”. Entretanto, mais importante que a história, disse o autor, “é a maneira de contar a história”, acrescentou. Prova disso, é a engenhosa estrutura narrativa deste Minas do Ouro que, nos capítulos finais, ganha ares de ficção policial, tamanha é a carga de mistério e curiosos caminhos percorridos por um misterioso mapa de “inesgotáveis fontes de riquezas”, repassado de geração em geração.

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Encerrada a “conversa de livraria” do autor com o público presente, as filas para os autógrafos, não só nos exemplares de Minas do Ouro, como também das dezenas de outros títulos ali disponíveis.
Para a região do Grande ABCD, é da maior importância reconhecer-se numa figura como a de Frei Betto, nacional e internacionalmente conhecida, reconhecida e respeitada, tendo recebido diversos prêmios e honrarias por essa atuação, e que mantém estreita relação com nossa região onde, por 23 anos, militou através da Pastoral Operária da qual é fundador. Para a livraria Alpharrabio, que já recebeu grandes nomes das letras e do pensamento brasileiro nos seus 20 anos de existência, é motivo de júbilo e muita honra acrescentar o nome de Frei Betto a essa ilustre galeria. (dtv – fotos luzia maninha)

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Sexta-feira dia 25 de novembro

25 de novembro (sexta-feira) – das 18h30 às 21h30

Frei Betto é o convidado para mais uma de nossas “Conversas de Livraria”. O tema é seu mais recente romance, Minas do Ouro , que será autografado a seguir. Todos estão convidados. A entrada é franca e a conversa, considerando-se o nível do escritor, promete ser memorável.

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Veja na programação Alpharrabio

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