Conversa de Livraria com os poetas Cesar Augusto e Claudinei

A Conversa de Livraria com os poetas Cesar Augusto de Carvalho e Claudinei Vieira, na manhã de setembro antecipou a Primavera com muita poesia. Porque a Primavera aqui é composta por livros e palavra.
Os livros de ambos, os mais recentes, na pauta, na discussão, nos autógrafos. Muito se falou do fazer poético, da circulação de poesia hoje e suas formas alternativas de edição, dos saraus, dos quais ambos são entusiastas organizadores e participantes.
Cesar autografou seu Lavras ao Vento, pá, Editora Benfajeza. Claudinei autografou o seu ‘Olá, pequeno monstro do dia’ (Editora Benfazeja, 2016).
o registro, uma vez mais, é de Luzia Maninha.

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Apresentação dos volumes 2 e 3 da Coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina

Poderíamos dizer que a programação cultural de agosto de 2017 no Alpharrabio foi frenética. Para uma equipe composta por apenas 3 pessoas, realizar 6 encontros, todos revestidos de êxito de público e, sobretudo, de pleno cumprimento da finalidade a que se propuseram, não deixa de ser um feito do qual, sem nenhuma fanfarronice, muito nos orgulhamos.
No dia 26, a programação de agosto foi encerrada, uma vez mais, com muita poesia.
A poesia circulou pelas bocas e mãos de quem a ama, entrou pelos escaninhos mais insuspeitos das prateleiras e trincas da casinha da Eduardo Monteiro. Ali falava-se dos volumes 2 (“cascos e crinas sobre fundo escuro” de Conceição Bastos) e 3 (“Relíquias de Anjo”, de Deise Assumpção) da Coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina. E muito se falou da literatura das mulheres que não mais se escondem atrás de pseudônimos, sem medo de dizer seu nome nem o nome das coisas do seu universo. (dtv)

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registro fotográfico: Luzia Maninha

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Cultos de Mistério – uma conversa com Ruy Rocha Jr.

Dia 19 de agosto realizamos mais uma instigante Conversa de Livraria, desta feita, com Ruy Rocha Jr, professor, licenciado em História e Filosofia, especialista em Sociologia, Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela universidade Metodista de São Paulo.
A conversa girou em torno de seu livro CULTOS DE MISTÉRIO – DIONÍSIO E AS ORIGENS OCULTAS DO CRISTIANISMO, lançado recentemente. A obra analisa os antigos cultos de mistério, alguns desdobramentos históricos e suas possíveis influências no cristianismo primitivo.
Foi uma conversa repleta de interrogações, muitas respostas e, sobretudo, curiosidade plantada para mais leituras. (dtv)
O registro fotográfico, como sempre, é de Luzia Maninha

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Patuá/patuás em conversa de livraria

E foi uma festa linda, mais uma. Festa da poesia protegidas pelos patuás e deuses da poesia que protegem esses seres tão desprotegidos num mundo utilitarista que pouco os percebe. E o encontro, idealizado pelo poeta Tarso de Melo, reuniu alguns poetas do catálogo da editora Patuá, capitaneada pelo também poeta Eduardo Lacerda.
E vieram André Merez, Elisa Andrade Buzzo, Fabiano Fernandes Garcez, Lilian Aquino, Marcia Barbieri, Ricardo Escudeiro e Rosana Chrispim e, claro, o próprio capitão do time, Edu Lacerda.
Rolou muita conversa, muita leitura de poemas e autógrafos dos volumes mais recentes e, sobretudo, muita troca fraterna.
12.8.2017: Um encontro memorável. (dtv)
O registro fotográfico é de Luzia Maninha.

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“Democratizar a participação cultural”, um livro e uma conversa memorável com Julio Mendonça

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A programação cultural do segundo semestre no Alpharrabio foi aberta com uma conversa de livraria memorável.
Julio Mendonça, velho e querido parceiro desta casa, poeta e intelectual de reconhecidos méritos, falou sobre o seu livro “Democratizar a participação cultural” (Dobradura Editorial, 2017) que muito diz de sua bagagem teórica bem como da experiência como gestor público da cultura e ativista em diversas frentes de ação cultural, inclusive membro do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, desde a sua criação, em 2007.
Casa cheia para receber o amigo e dialogar sobre as possibilidades de ações participativas comunitárias que visem, fiscalizem e cobrem políticas públicas da cultura. Mais um ato político e de resistência fraterna no cinzento panorama brasileiro.

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a mulher antiga inaugura coleção PerVersas Literatura de autoria feminina

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A festa de lançamento de “a mulher antiga”, poesia, de dalila teles veras, encerrou a programação cultural do primeiro semestre da Livraria Alpharrabio e inaugurou a coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina.

Este primeiro volume da coleção “PerVersas – literatura de autoria feminina” é composto por uma série de 30 poemas retirados de um diário manuscrito da autora do ano 2015 (1º a 30 de setembro). Revistos e ligeiramente modificados, os poemas foram datilografados pela autora numa máquina Olivetti Studio 45, sua companheira de letras desde 1976 e, digitalizados, reproduzidos no livro.

A ideia da coleção, que tem como proposta reunir textos (poesia, crônica, conto, ensaio) contemporâneos, surgiu das discussões em torno da invisibilidade histórica das mulheres escritoras, decorridas nos encontros “Sábados PerVersos – a poesia em questão”, leituras críticas de poesias, evento mensal da livraria Alpharrabio, criado em novembro de 2014 e que desde então reúne um número expressivo de participantes de forma ininterrupta, sempre no último sábado de cada mês, às 11h00.

Trata-se de uma coleção de pequena tiragem, que pretende, além do conteúdo, dar a cada volume características também de objeto gráfico artístico. A coordenação editorial é de Dalila Teles Veras e a concepção gráfica e criação manual é de Luzia Maninha. A tiragem de cada edição é de 92 exemplares, numerados e assinados pelas suas respectivas autoras.

Um lindo sol de inverno aqueceu aquela manhã calorosa, repleta de abraços, leituras, trocas e amizades. Mais uma vez, a poesia se fez presente e ninguém arredou pé. Bem hajam todos os que vieram, levaram o belo objeto gráfico e deram notícias de sua leitura.

Desta feita, o registro foi dividido entre duas Teles Veras, Luzia Maninha e a Alice, ambas ótimas fotógrafas, como se vê.

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Caderno de Intermitências – Um Sábado PerVerso muito especial

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Era um sábado. Manhã. Fazia frio. Ninguém se intimidou. Chegaram. E deu-se mais um “milagre” lá na casinha da Eduardo Monteiro, onde a cultura (e a poesia) habita e faz (sempre) festa.

Um Sábados PerVersos – A poesia em questão, muito especial. A poesia de uma de suas integrantes na pauta.

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Rosana Chrispim autografou o seu Caderno de Intermitências (Ed. Patuá, 2017)

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Mas não só. O caderno foi lido, comentado, fraternamente esmiuçado

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Luzia Maninha registrou e pelos semblantes presentes, percebe-se o clima. Viva a Poesia! Viva os poetas! Viva todos os que se interessam pela poesia!

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Como sempre, um brinde, porque estes encontros possuem caráter litúrgico/profano e Baco faz parte do rito.

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José de Souza Martins – “O Coração da Pauliceia ainda bate” – Apresentação e conversa de livraria

Lançamento do livro “O Coração da Pauliceia ainda bate”

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O sociólogo José de Souza Martins, amigo desta casa, aqui retornou uma vez mais para apresentar um livro seu, o mais recente: “O Coração da Pauliceia ainda bate” e nos honrou com mais uma inesquecível Conversa de Livraria.
Falou da dificuldade de organização dos textos, ou seja, crônicas inéditas e crônicas baseadas em artigos sobre a cidade de São Paulo e a região metropolitana, publicados no caderno “Metrópole” do jornal O Estado de S. Paulo, durante nove anos, de 2004 a 2013 e no jornal Folha de São. A edição primorosa, segundo ele, chegou a muito bom termo, graças às exigências profissionais de Cecília Chagas, da Imprensa Oficial de SP.
Ler José de Souza Martins é ouvi-lo. O escritor fala com a mesma fluência e bom humor com que escreve suas crônicas. E foi com essa fluência que acompanha sua prodigiosa memória que manteve o atento grupo de admiradores encantado com seu olhar a metrópole, um olhar não só de especialista, pesquisador sociólogo que é, mas também o olhar do amador, no seu melhor sentido, daquele que percorre amorosamente as ruas da metrópole, desvendando sua história (suas histórias), apontando, como um bom guia, seu casario, sua arte pública e outros pormenores que os pedestres desconhecem por ninguém lhes ter contado e, em seu descuido apressado, também não são capazes de reparar.
São observações anotadas ao longo de 60 anos, tempo em que o escritor circula pela cidade e anota suas memórias e as transforma em verdadeira literatura.
Do material de divulgação da editora, lê-se:
“Não sou o transeunte distraído, que se deixa levar pelo acaso de trajetos. Mas faço de conta que me perco para melhor aprender com as ricas e muitas lições do acaso”, escreve Martins. Ele recolhe a cidade em várias fotografias e pedaços de papel anotados que guarda nos bolsos. “Busco depois informações documentais que me permitam aprofundar no tempo as constatações feitas na horizontalidade do espaço”, explica. “O tempo de São Paulo é uma superposição de idades.” E, a partir delas, a obra se divide em cinco capítulos: a São Paulo Colonial, o momento da passagem pelo século da Independência do Brasil, a São Paulo romântica, outra da Revolução de 1932 e da vida comum, e, por fim, a Pauliceia imaginária.
Desta forma, o escritor passeia pelo presente e por suas intersecções com o passado, palmilhando as ruas do Centro Velho, as antigas rotas de comerciantes, escravos, ouvindo seus sussurros, que ficaram em textos, em monumentos, em sacristias e presbitérios, em capelas, e também nas ruas, nas esquinas, nas praças, nos barulhos e silêncios. “O mestre da Sociologia vê a cidade com olhos de poeta”, completa o poeta Paulo Bonfim, a quem o livro é dedicado de forma especial. “A Pauliceia revive ora palpitante, ora melancólica, nas andanças evocativas do autor.” (dtv)

As imagens, como sempre, são de Luzia Maninha.

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Antonio Possidonio Sampaio e a atualidade de sua obra

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No dia 03 de junho, marcando um ano da passagem do inesquecível amigo e Alpha desde a primeira hora, Antonio Possidonio Sampaio, um significativo número de amigos compareceu ao Alpharrabio para um extensa conversa e sentida homenagem, iniciada por uma brilhante reflexão de Tarso de Melo sobre a atualidade de sua obra.

Tarso iniciou sua fala, dizendo que “falar da obra de APS é falar da vida, mas de uma vida e de uma história ligada ao que é o Brasil neste momento. “
A seguir, alguns trechos anotados de sua análise:

- 1979/1982, momento de virada no ABC, mapeado em dois livros (A Capital do Automóvel e Lula e a Greve dos Peões), um momento que o ABC viveu e vive ainda. Estamos vivendo esse mesmo momento.
Os livros são flashes, O escritor/repórter. Eu escrevo para a realidade. Eu escrevo o que está acontecendo.

No primeiro livro, por mais que se aproveite da linguagem dos trabalhadores, ele tem uma tarefa de intérprete. Trata-se de uma literatura sem pose, próxima da linguagem do falar “sem camisa”. É literatura, mas é também uma forma de registro que aquele tipo de manifestação social exige. (…) Percebemos essas transformações e vai tomando liberdade para registrar os acontecimentos, deixando falar. Em A Capital do Automóvel, não se ouve a pergunta, mas a resposta (na voz do trabalhador). Mostra o que era viver aquilo como escritor.

- No segundo livro, a linguagem muda bastante, “Lula nem chegou e o estádio está com 80.000 grevistas”. APS vê o mito surgir e que ainda mobiliza a política brasileira. Aquele personagem vira presidente da república. O sonho não foi abandonado. Foi se transformando em outras formas para continuar sendo sonho. A gente pergunta hoje, quando estamos gritando “Diretas Já” o que estes livros dizem pra gente hoje. No mínimo, repensar essas questões. Aquele momento histórico não foi fácil, nunca foi. O livro não foi feito para agradecer nem para fazer sucesso. O livro mostra que o líder sindical vai sempre ser considerado ’inimigo”. É muito curioso como isso chegou até hoje. Um documento vivo de uma luta que não parou.

- Em 2005 aquele momento parecia apoteose: “Agora o jogo tá ganho”. Mas é uma história de sabotagem permanente. Ele ainda não pode parar de “aconselhar os trabalhadores”. É um engajamento, mas não é forçado. Os livros foram escritos nessas condições históricas, mas são permeados por um distanciamento que não faz questão de “controlar a realidade”.

- essas histórias são mais complexas ali do que pela voz dos que contam a História. Não podemos cair na versão mais simples. A concentração de poder é cada vez mais violenta (e não digo de riqueza).

- O panfletário é o contrário do que APS fez. A polifonia, as múltiplas vozes é o oposto disso. Os livros posteriores passam para o diário.

- A ideia de liberdade já estava no livro “A arte da paquera”. O que ele escreve não vem da ideologia. O que lhe interessava era a luta miúda. Outro imperativo é: independentemente disso, eu tenho que fazer, a luta é pequena, mas tenho que fazer, mostrar como aquilo impactava a vida das pessoas. É política é de ganhar e perder, mas o caso dele é de continuar, sempre no meio de alguma coisa.

- Foi uma vida rica demais.

Seguiu-se uma série de depoimentos de pessoas que conviveram com Antonio Possidonio , todos carregados de emoção e que bem disseram do Humanista que foi Antonio Possidonio Sampaio. Todos bem mereciam ser transcritos, mas nossa falta de recursos técnicos e humanos para isso não nos permitiu gravá-los.

Usaram da palavra, Alexandre Takara, Mariano do Amaral Neto, João de Deus Martinez, Teresinha Siraque, João Domingos, Neusa Borges, Deise Assumpção, Julio Mendonça, Rosani Abu Adal, Dalila Teles Veras, Zhô Bertholini, Lenir Viscovini, Edir Linhares, Celso Horta, Manuel Alcides.

Segue-se uma série de fotos de Luzia Maninha Teles Veras que preparou uma vitrine com toda a obra de APS, bem como é autora de um “mimo” distribuído aos presentes, ou seja, uma plaquete artística do poema “Companheiro”, de Tarso de Melo, datado de 03.06.2016, dedicado ao amigo APS. (dtv)

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Alpharrabio 25 – notícias 5

Imperdoavelmente, deixamos de publicar aqui um belo texto de Daniel Brazil, sobre o Alpharrabio e seus 25 anos, no seu prestigioso blog “Fósforo” ( Aqui ) em 08.03.2017. Desfrutem:
“Há 25 anos eu trabalhava em Santo André, na região do ABC paulista. Morava em São Paulo, e ia de trem todos os dias. A grana era curta, mas era foi um período muito rico em experiências. Participava de um governo popular, com propostas inovadoras e muita vontade de acertar.
21 de fevereiro de 2002. Fim de tarde, quando encerrava o expediente na Secretaria de Cultura, alguém veio me chamar para um evento diferente: festa de inauguração de um novo sebo-livraria na cidade, o Alpharrabio. Quem convidava era a poeta, escritora e agitadora cultural Dalila Teles Veras.
Não recordo de muitos detalhes, confesso, mas lembro da casa cheia, alguns conhecidos, muitos desconhecidos. Até o prefeito Celso Daniel passou por lá, naquela noite. Bebidinhas, boas conversas, abraços, mas eu tinha que pegar o trem antes que fosse muito tarde. Foi bonita a festa, pá!
Na década seguinte, saí e voltei para Santo André algumas vezes. A Alpharrabio cresceu, tornou-se um ponto de referência no ABC. Criou uma editora com mais de 200 títulos publicados. Muito mais que um sebo, é um verdadeiro centro cultural. Rolam shows de música, espetáculos de dança, teatro, exposições de artes plásticas e, claro, eventos literários. Lançamentos, debates, tertúlias, saraus, homenagens e comemorações diversas. Por ali passou uma lista extensa de artistas e intelectuais, nacionais e internacionais.
Encontrei-me com a Dalila várias vezes. Chegamos a trabalhar juntos durante um ano, quando gravamos um quadro semanal para o programa ABCD Maior, veiculado pela Rede TV!, aos domingos. O assunto? Cultura, claro.
Quando terminei o primeiro romance, Terno de Reis, há dois anos, fiz questão de fazer um lançamento no ABC, cenário de boa parte da trama. E não poderia ser em outro lugar senão o Alpharrabio! Em São Paulo, essa metrópole onde moro há mais de 40 anos, não conheço um lugar com as mesmas características: amistoso, convidativo e estimulante.

No último sábado, dia 04 de março, rolou a festa dos 25 anos. Um quarto de século! E não faltaram amigos, sorrisos, brindes e abraços. Bom reencontrar a onipresente Maninha, rever o grande Teles, conversar com os novos e antigos amigos. Nem vou nomear todos os conhecidos, pois corro o risco de esquecer algum. Como lembrou a Dalila, citando o dramaturgo Luiz Alberto de Abreu, o Alpha é um lugar onde todos se abraçam e confraternizam, em torno de um projeto cultural.

Num país fragilizado, onde a cultura está sendo relegada a segundo plano, onde livrarias estão fechando, onde governos cortam verbas para a educação, onde o futuro está sendo rifado a preço vil, é um alento ver que um grupo de sonhadores insiste em construir, formar, produzir, compartilhar artes e saberes. Que venham mais 25 anos. Resistiremos!”

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