Sábados PerVersos – a poesia em questão XIX – Potência da Poesia Feminina

09   SPerversos01 2

O 19° Encontro de Sábados PerVersos, contou com a coordenação de Lenir Viscovini que trouxe para discussão questões relacionadas a Feminino – Feminismo – Poesia, que teve por norte o título: Potência da Poesia Feminina. Lenir distribuiu aos presentes um texto de sua autoriza que inicia dizendo que “tentaremos abordar de maneira geral essa potência, mas a proposta que se baseou em outras coordenações e questões levantadas, deverá ter continuidade de pelo menos mais dois encontros, não necessariamente sequenciais. Isso porque olhando para a temática, temos muito a discutir sobre o assunto.” E tínhamos. E temos.

09   SPerversos02 2

Lenir coloca que “Assim como na filosofia, na ciência e nas artes em geral, o lugar das mulheres é o esquecimento, ou o segundo plano. Tentaremos mostrar que se existe ou não uma escrita feminina é tema de debate – e há controvérsias. O fato é que existem mulheres fazendo poesia (há tempos, como vimos em sábados PerVersos anteriores – e as que estão presentes aqui são o exemplo vivo disso).”

09   SPerversos03 2

Continua a socióloga e pesquisadora Lenir: “Essa poesia é potência justamente porque se auto-afirma, se define, escancara identidades e cultura (entendida aqui como todo um modo de vida). Neste aspecto é profundamente feminina ou feminista, mesmo quando nem se pretende ser, justamente porque não precisa”. Não precisa dizer que a discussão seguiu em clima de alta “potência”.

09   SPerversos04 2

09   SPerversos05 2

“Nós falamos a partir do lugar que ocupamos. Dependendo desse lugar, expressamos nossa dor, nossa opressão, nosso desejo, nosso anseio por liberdade, e as formas de resistência que criamos, sejam quais forem (…) expressa “um lugar” que não é o mesmo, não é um “machismo”, mas uma forma de estar”.

09   SPerversos06 2

e segue em sua explanação, a Lenir: Há nomes consagrados como Cecília Meireles, Pagu, Hilda Hilst, Adélia Prado, Alice Ruiz, Ordes |Fontela… E tantas outras que, à frente do seu tempo, ousaram fazer poesia quando não eram autorizadas nem a estudar. Falamos das excluídas, quando a produção poética das mulheres se torna mais expressiva, diante da ressurgência da luta feminista e o início da desconstrução social de gênero. Ou das inúmeras jovens e nem tão jovens que, de lá para cá, vêm se aventurando na poesia e produzindo coisas importantes e fundamentais. Soltando a escrita que é também uma forma de voz!”

09   SPerversos09 2

A seguir leitura de poemas de Hilda Hilst, Alice Ruiz, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Szymborska, Silvia Plath, Ana Cristina Cesar, nomes conhecidos para fomentar o debate, Lenir também trouxe poemas e promoveu a audição de uma faixa de um CD de Karina Bruhr, poeta, compositora, que, na sua opinião, “expressa hoje uma interessante poesia feminina/feminista”.

09   SPerversos10 2

E mais tarde houvesse, mais falaríamos, mais discutiríamos…

O registro fotográfico, como sempre, é de Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

(a)massa crítica II, performance Mariana Vilela

Dentro do projeto “Arte Contemporânea para o Alpharrabio”, idealizado por Cristina Suzuki, que também atuou como curadora, realizou-se no 17.09.16 a segunda Performance de (a)massa crítica, com Mariana Vilela, uma vez revestida de significados em relação ao livro e ao local.

09   Mariana170916  01

09   Mariana170916  02

09   Mariana170916  06

09   Mariana170916  07

09   Mariana170916  09

09   Mariana170916  12

09   Mariana170916  13

09   Mariana170916  15

09   Mariana170916  16

09   Mariana170916  17

O pão foi repartido, a massa crítica e a consciência artística e livresca também.

Imagens: Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Sábados PerVersos XVIII – Herberto Helder por Diogo Cardoso

08  SPerversos270816 1

O XVIII Encontro de Sábados PerVersos foi coordenado por Diogo Cardoso, poeta que estreia em livro com “Sem lugar a voz” (Dobra Editorial, 2016)

08  SPerversos270816 4

Relato do encontro, pelo próprio Diogo:

Sobre minha abordagem, parti do ponto de vista não de um especialista, mas de leitor e de alguém que escreve. Procurei nas obras de Herberto possíveis procedimentos que podiam ser aproveitados por outros poetas – daí a considerar Herberto como inventor, segundo tipologia de Ezra Pound.

Para isso, li poemas em que o poeta faz releituras de outros poetas ou obras. Utilizei os textos Tríptico I, em que glosa Camões em seu Transforma-se o amador na coisa amada; Nesse mesmo plano, utilizei o poema “Máquina de emaranhar paisagens” em que o poeta funde textos vários e os transforma. Metamorfose.

Depois abordei as antologias. Tal como Jerome Rothenberg, poeta norte americano, Herberto também fez antologias em que mesclava poetas modernos e cantos de diversas etnias. Desta li um poema dos Índios Comanches, feito apenas de fonemas não semantizados, e dos Dincas, do Sudão. Ambos estão no livro “As magias”.

Em seguida, li ‘As musas cegas” e a “Elegia múltipla” para fazer a ponte com “Elegia cega” do Rafael Gombez, no seu livro “Aonde o corpo se põe” (Patuá, 2015).

Os poemas que citei acima encontram-se no livro “Poesia toda”.

08  SPerversos270816 2

08  SPerversos270816 3

08  SPerversos270816 5

08  SPerversos270816 6

Registro fotográfico por Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

(A)massa crítica – performance de Mariana Vilela

08   Mariana  01

O projeto “Arte contemporânea para o Alpharrabio”, idealização e curadoria de Cristina Suzuki, em sua terceira etapa, promoveu a performance de Mariana Vilela “(A)massa crítica”.

08   Mariana  02

Pão, livros, leitura… Arte. A performance de Mariana Vilela no Alpha, reuniu esses elementos e remeteu a memórias gustativas ancestrais.

08   Mariana  03

a manhã de sol e frio, o pão e as leituras ininterruptas, levedura e alimentos, duras horas e meia de espera e fruição.

08   Mariana  04

Pão com manteiga, pão com conversa, pão com conversas, pão com arte… PÃO para todas as fomes

08   Mariana  05

08   Mariana  06

08   Mariana  07

08   Mariana  08

08   Mariana  09

08   Mariana  10

08   Mariana  11

08   Mariana  12

08   Mariana  13

08   Mariana  14

08   Mariana  15

08   Mariana  16

08   Mariana  17

08   Mariana  18

08   Mariana  19

08   Mariana  20

08   Mariana  21

08   Mariana  22

08   Mariana  23

08   Mariana  24

08   Mariana  25

08   Mariana  26

08   Mariana  27

08   Mariana  28

08   Mariana  29

08   Mariana  30

08   Mariana  31

Ao final, fomes mitigadas, a conversa, retomando as leituras.

08   Mariana  32

Imagens: Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Perto do coração o mar se levanta, novo livro de Conceição Bastos

08   Conceicao 12 08  6

A noite fria de agosto não atrapalhou nem um pouco, pelo contrário, aconchegou ainda mais o clima fraterno e as muitas conversas no bate-papo em torno do novo livro de Conceição, “Perto do coração o mar se levanta”

08   Conceicao 12 08  5

08   Conceicao 12 08  7

08   Conceicao 12 08  8

08   Conceicao 12 08  10

08   Conceicao 12 08  2

Após a conversa, os autógrafos:

08   Conceicao 12 08  3

08   Conceicao 12 08  4

Após os autógrafos, o brinde (para aquecer e aconchegar ainda mais)

08   Conceicao 12 08  1

“Os poemas de Conceição Bastos são como veios abertos escarafunchando memórias próprias e alheias. Perto do coração o mar se levanta estabelece um diálogo muito delicado com Diário de uma mulher em rota de chuva, livro de estreia de Conceição. Se ali a forma de falso diário provocava o mergulho na intimidade ensaiada, ficcional, de uma fala em busca de personagem, agora os poemas são a persona de uma dicção que se desnuda nas páginas, em suas múltiplas facetas.” escreveu o poeta Reynaldo Damazio, também seu editor, na apresentação do livro.

Registro fotográfico de Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Lançamento do livro SETENTA anos, poemas, leitores encerra Operação SETENTA

O lançamento do livro SETENTA anos, poemas, leitores, de Dalila Teles Veras (Alpharrabio Edições), integrou as atividades da Ocupação SETENTA, transcorrida durante o mês de julho de 2016, na Livraria Alpharrabio, em Santo André, SP.

antologia1

Trata-se de uma antologia de poemas escolhidos por 70 convidados, escritores e amigos da escritora, dentre os quinze títulos de poesia publicados por Dalila ao longo de trinta e quatro anos,
A “Ocupação SETENTA – a vida em verso de Dalila Teles Veras”, levada a cabo durante todo o mês de julho de 2016, comemorou os 70 anos de Dalila Teles Veras através de um conjunto de atividades que celebraram, através de palestra, exposição, intervenção cênica e lançamento de livro, não só uma trajetória de dedicação à palavra escrita, iniciada há mais de três décadas com a publicação do primeiro livro, como também as relações de amizade e comunhão, exercitadas ao longo de seu percurso como escritora, animadora e ativista cultural.

70lan  amento16

Poetas/leitores/amigos durante a leitura dos poemas escolhidos

70audit  rio2

Escolheram os poemas da Antologia:
Adélia Nicolete, Alberto Bresciani, Alice Agrela Teles Veras, Álvaro Alves de Faria, Antonio Possidonio Sampaio, Carlos Augusto Lima, Carlos Felipe Moisés, Carlos Lotto, Carlos Machado, Carolina Agrela Teles Veras, Cláudio Feldman, Cláudio Giordano, Conceição Bastos, Constança Lucas, Damara Bianconi, Daniel Brazil, Deise Assumpção, Demétrios Galvão, Edson da Silva (Agreste), Efigênia Teles Veras, Eliane Teressam Ferro, Fabiano Calixto, Fernando Fiorese, Filipe Teles Veras Vicente, Hélio Neri, Hugo Pontes, Hugo Vespucci (Guedo Gallet), Irene Lucília Mendes, Isabel Ferreira, Isabela Agrela Teles Veras, Joaquim Branco, Joaquim Celso Freire, José Armando Pereira da Silva, José Carlos Vitor dos Santos, José de Sousa Martins, José Manuel de Jesus Agrela, José Marinho do Nascimento, José Rodrigues de Paiva, Julio Mendonça, Jurema Barreto de Souza, Lenir Viscovini, Luís Alberto de Abreu, Luiz Roberto Guedes, Luzia Maninha, Manuela Machado, Márcia Borges, Margarete Schiavinatto, Margarita Olga lo Russo, Maria Buesa, Maria de Lourdes Hortas, Maria Floripes Olival Agrela, Maria Valéria Rezende, Mireille Lerner, Moreira de Acopiara, Neusa Borges, Reynaldo Damazio, Rosana Chrispim, Rosângela Vieira Rocha, Rubens Jardim, Rubervam du Nascimento, Sonia Regina Ramos, Sueli de Moraes, Suzana Kleeb, Tarso de Melo, Teresinha de Jesus Teles Veras, Valdecirio Teles Veras, Valdomiro Santana, Vania Teles Veras Nunes, Vilma Teles Veras, Zhô Bertholini

Uma manhã de comunhão e fraternidade

70lan  amento5

70julio

70lan  amento15 2

70dalila

Flo

70concei    o

70lan  amento6

70sonia

70reynaldo

70rubens 1

70lan  amento18 1

70bolo2 1

70lan  amento4 1

70autgafi

70auditoriorosana

70cida

70dtvlottoanderson

70jurema

70carlosfelipeautografo

70ladofora

70efigeniaiara

70indaetc

70lan  amento2

70joaopaulofelipebolo

antologia21

70Nora

70murilo

70lan  amento12

70lan  amento7

70tarsomarli

70rubervan

70lan  amento10

70instala    o

70vitor

70teca

70mulheres

antologia24

70lenir

antologia25

antologia38

70zhorenan

70lan  amento13

70lan  amento11

70dupla

70carlosmireilleanderson

70lan  amento19

70lan  amento20

70lan  amento21

70mireille

antologia28

o registro fotográfico é de Luzia Maninha, Alice Teles e Wilson Rodrigues

Posted in Sem categoria | Leave a comment

A Memória no processo criativo – Luís Alberto de Abreu e Dalila Teles Veras

“A Memória no processo criativo” foi o título de uma conversa entre o dramaturgo Luís Alberto de Abreu e a poeta Dalila Teles Veras que versou sobre o papel da memória nos seus respectivos processos criativos.

Abreu1 1

O encontro fez parte da Ocupação SETENTA – A vida em verso de Dalila Teles Veras durante o mês de julho último na Livraria Alpharrabio. Uma noite muita fria de Inverno. Mas quem se importou?

abreu2 1

A interação com os presentes foi completa e a conversa seguiu noite adentro. Houve hora para o inicio, mas não houve como controlar o encerramento.

abreu3 2

registros fotográficos de Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Fiandeiras na abertura da Ocupação SETENTA

Sempre (ou quase sempre) refuto aquela já surrada frase, muito cara ao pessoal da área de comunicação que a atribui a Confúcio, ou seja, “uma imagem vale mais que mil palavras”. Mas ao ver essa profusão de imagens de Luzia Maninha, feitas na abertura da Ocupação SETENTA, que celebrou com uma série de atividades durante todo o último mês de julho, os 70 anos desta escriba, calo-me e deixo que as imagens falem (mil imagens devem falar mais do que algumas pobres palavras). Antes, porém, preciso agradecer, comovida, às meninas do grupo teatral Fiandeiras que costuraram meus textos numa apresentação repleta de lirismo e bem-querer. O agradecimento também a todos que ali compareceram, num abraço coletivo memorável para guardar na memória dos afetos. (dtv).

07   Fiandeiras04

07   Fiandeiras01

07   Fiandeiras02

07   Fiandeiras03

07   Fiandeiras05

07   Fiandeiras06

07   Fiandeiras07

07   Fiandeiras08

07   Fiandeiras09

07   Fiandeiras10

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

Sábados PerVersos XVI – A Poesia feita por mulheres, junho 2016

Relato do Encontro de junho do Sábados PerVersos, por Conceição Bastos:

Em tempos de retrocessos – acredito que promover encontros e experiências, que fortaleçam alguma saúde nesse cenário sombrio de múltiplas doenças, pode ser importante…
No último sábado de Junho deu-se o feliz encontro entre o grupo do Sábados Perversos e representantes do Coletivo Tantas letras; finalizando um percurso de quatro encontros que tratou de Mulheres na literatura. Sendo dois deles de oficinas com propostas de releituras de poemas de autoras, o terceiro foi o Sarau oficial do Coletivo, com ênfase para as vozes femininas; e o quarto e último foi a conversa com a poeta Dalila Teles Veras

06   SPerversos02

06   SPerversos01

que com o tema “ Mulheres na literatura: leituras e legados”, trouxe uma vasta bibliografia e o que as principais publicações de cada época apresentou de nomes femininos, dando destaque para as Antologias. Iniciando com a fase romântica, passando pela parnasiana, poetas bissextos contemporâneos, obras primas da lírica brasileira, Apresentação da poesia brasileira, Presença da literatura brasileira, Antologia Geração 45, antologia poética da geração 60 – alguns dos nomes que aparecem nessas antologias: Cecília Meireles, Francisca Júlia, Gilka Machado, Hilda Hilst, Renata Palottini, Eunice Arruda, Orides Fontela; e em 26 poetas hoje, ( estão 05 mulheres, dentre elas: Ana Cristina Cesar)
No roteiro apresentado para o desenvolvimento do tema, foi possível constatar o fato que motivou o começo dessa discussão: o número de mulheres, em todas as seleções e em tempos distintos, sempre foi muito menor que o dos homens.
A conclusão do percurso, com este último encontro, cumpriu mais uma etapa nessa tarefa de por em pauta as vozes femininas; bem como, a de promover leituras, fruição e diálogos;
e a tarefa continua…rs
Agradecimentos à Dalila, por compartilhar seu repertório de leituras, sua experiência, seu trabalho;
Agradecimentos à Leticia Mendonça, pela parceria;
Parabéns a todos os participantes!
Abraços! Conceição Bastos

06   SPerversos03

06   SPerversos04

06   SPerversos05

06   SPerversos06

06   SPerversos07

o registro fotográfico é de Luzia Maninha

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _, Intervenção artística de Bruno Kurru no Alpha

Na apresentação da mostra, aberta ao público desde o dia 11.06.16, diz a curadora, Cristina Suzuki:
“Na nova etapa do Projeto Arte Contemporânea para o Alpharrabio, a artista visual Cristina Suzuki apresenta e faz a curadoria da mostra a _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _, de Bruno Kurru onde pintura, desenhos e plotagem se misturam ao ambiente utilizando as paredes do espaço como páginas ampliadas. O artista rompe com a leitura linear e propõe uma intervenção dos fragmentos de textos em um plano visual e outras relações possíveis no campo da escrita, como linguagem, e do espaço, como página.”

06   BrunoKurru110616  1

Diríamos que a intervenção/provocação do artista nos leva ao desejo de preenchimento das lacunas, páginas propositadamente deixadas em branco. Uma sensação de que há ali palimpsestos a serem raspados, desvendados, revelados, camadas que e o tempo e todos os livros que rodeiam a proposta artística foram cobrindo.

06   BrunoKurru110616  2

A sensação do incluso, do fragmento que aponta, a partir do próprio título, para algo maior que necessita do outro para completar-se.

06   BrunoKurru110616  3

06   BrunoKurru110616  4

06   BrunoKurru110616  5

06   BrunoKurru110616  6

06   BrunoKurru110616  7

06   BrunoKurru110616  8

06   BrunoKurru110616  9

06   BrunoKurru110616  10

06   BrunoKurru110616  11

06   BrunoKurru110616  13

06   BrunoKurru110616  16

06   BrunoKurru110616  18

06   BrunoKurru110616  21

06   BrunoKurru110616  22

06   BrunoKurru110616  24

06   BrunoKurru110616  25

06   BrunoKurru110616  26

As imagens são de Luzia Maninha

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 13h00 às 18,30. Sábados, das 9h30 às 12h30. Até 06.08.16

Posted in Sem categoria | Leave a comment