A festa dos 23 anos registrada por quem dela participou II (Constança Lucas)

Constan  a10

Texto da artista Constança Lucas, publicado originalmente em sua TL do Facebook:

cronica de são paulo
no Alpha a festa foi bonita, o reencontro com diversas pessoas amigas, no aniversário de 23 anos desse espaço que é um polo de excelência cultural no ABCD, capitaneado pela poeta Dalila Teles Veras e pela fotógrafa e designer Luzia Maninha, com a colaboração diária da Eliane Teressam Ferro, mulheres de fibra e utopias, hoje também foi a abertura da exposição ” Perdidos – achados – escritos ” idealizada por outra mulher criativa a professora Adélia Nicolete, a expografia que é da responsabilidade da Luzia Maninha e do poeta Zhô Bertholini está ótima, muitas mulheres estiveram presentes, muitos foram os homens que também foram, inclusive teve o lançamento do último livro do Tarso de Melo que conheci no Alpha lá pelos idos 1993 ou que tais, embebido de poesia desde esse tempo, todos conversamos animadamente como se nos engolíssemos uns aos outros, a cada palavra duas, a cada duas quatro e a festa foi acontecendo por horas, perlongámos as conversas num restaurante, e fomos tomar um vinho madeira especial, encontros assim têm de se repetir mais vezes,… de volta a sampa o carnaval de blocos tinha as ruas tomadas e não consegui ir na festa da Patuá, entretanto fiquei a ler um ensaio “sejamos todos feministas” da Chimamanda Ngozi Adichie, feminista que enfrenta as questões de gênero e suas especificidades, ela escreve “tanto um homem como uma mulher podem ser inteligentes, inovadores, criativos. Nós evoluímos. Mas nossas ideias de gênero ainda deixam a desejar.”, eu sempre estive no seio de machismos, familiares, profissionais, afetivos, aprendi a autonomia, enfrento dia a dia questões de gênero profundas – nós fazemos a cultura – a igualdade tem de sair do papel e ser uma prática constante …
Constança Lucas, fevereiro 21 para 22, em 2015

Posted in Sem categoria | Leave a comment

A festa dos 23 anos registrada por quem dela participou (Daniel Brazil)

Reproduzimos aqui o texto do jornalista Daniel Brazil, publicado originalmente em seu blog “Fósforo”, com os devidos créditos e agradecimentos:

Perdidos, achados, escritos

Os surrealistas franceses criaram o conceito de objet trouvé, objeto encontrado, e faziam arte a partir dos detritos da civilização industrial, revolucionando o conceito de escultura. Adeptos da colagem e da assemblage, também deram novos significados a recortes de jornal, fotografias, anúncios, tecidos, bulas de remédio, cabelos, folhas secas e mais uma infinidade de objetos. Arrumados numa tela, ou melhor, num plano, essa estética da acumulação rompeu com os limites da pintura tradicional e redefiniu os caminhos da arte no início do século XX.

fountain 1

É comum nos depararmos com um objeto qualquer e imaginar que aquilo poderia virar outra coisa. Os readymade surrealistas causaram furor, tendo como ícone a “Fonte” de Duchamp. Para muitos, apenas um urinol invertido, para outros, uma invenção fantástica a partir de um objeto industrial. Picasso fez uma cabeça de touro a partir de um guidom e um selim de bicicleta. Crianças do interior espetam palitos num chuchu e isto vira um boizinho.

picasso 1

E objetos encontrados em livros? Fotos, cartões postais, bilhetes de ônibus, ingressos de teatro, selos, recados, flores secas, santinhos, calendários… Quem nunca topou com essas coisas fuçando em velhas estantes? Imagine quem trabalha com isso, num sebo. É como se a mão do acaso semeasse grãos que expostos à luz fossem germinar de forma imprevisível.

Pois o sebo-livraria-editora Alpharrabio, polo cultural de Santo André, ao completar 23 anos de intensa atividade, resolveu montar uma exposição destes objetos encontrados em livros. Mais que isso: convidou poetas, prosadores, agitadores culturais, artistas plásticos e midiáticos a interagir criando pequenos textos, em poesia ou prosa, inspirados nos objets trouvés. Devidamente escaneados e colocados na rede, cada imagem podia ter até três intérpretes literários, com um limite de 300 caracteres.

perdidos 2

A ideia partiu da dramaturga e professora Adélia Nicolete, especialista em processos colaborativos. Mas como organizar uma exposição dessas? O óbvio seria pregar o objeto na parede e pendurar ao lado os resultados. O pessoal da Alpharrabio nunca se contentou com o óbvio. Ao entrarmos na livraria, vemos uma surpreendente coleção de livrinhos artesanais com uma imagem na capa, dispostos em prateleiras. Ao pegar um deles revelamos o objeto, escondido atrás. E dentro do livro as leituras poéticas, sensoriais, engraçadas, trágicas, irônicas, transcendentais, amargas e sintéticas de 53 autores. Edição única, exemplares únicos, misturando escritores consagrados, emergentes e inéditos.

daniel1 1

A execução e montagem da exposição, de Luzia Maninha, são dignas de aplausos. O que dizer de uma exposição onde o público está sempre com um livrinho na mão, lendo e conferindo uma imagem na parede? Literatura viva, dinâmica, provocativa e interativa, motivando e encantando leitores. Os inquietos pioneiros do século passado iriam adorar (nem eles pensaram nisso!).

daniel2 1

Difícil ler tudo de uma vez só. É preciso retornar, curtir, filtrar, depurar. Muitas bonitezas, algumas ligeiras, outras profundas. E a festa (sim a inauguração foi uma festa!) teve o brilho extra do lançamento da coletânea do poeta Tarso de Melo, com direito a intervenções estimulantes da anfitriã Dalila Teles Veras, do editor Reynaldo Damasio e do próprio autor.

20150221_133302

Quer conhecer algumas obras? É só acessar os links abaixo. Mas recomendo com fervor uma visita à Alpharrabio, para tomar um cafezinho e se deliciar com este encontro poético de épocas, gerações, indivíduos que nunca se conheceram, que motivados por um simples gesto de abandono nas páginas de um livro propiciaram a todos nós uma experiência estética inesquecível.

http://perdidosachadosescritos.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/PerdidosAchadosEscritos

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Sábados PerVersos – a poesia em questão

Poesiajan15 2

A poesia que sempre pautou em larga escala as atividades desta casa de cultura, foi o ponto de partida para este 2015.
Sábado, 31 de janeiro, uma manhã bonita de sol. Na távola, nem tão redonda, poesia. O Encontro, que a partir de agora, passa a acontecer todo o último sábado do mês, já tem nome: Sábados PerVersos – a poesia em questão.
Não teremos um coordenador fixo, mas a cada mês haverá revezamento da coordenação. Vem quem quer, sem nenhuma exigência prévia.
Desta feita, inaugurando o processo, a coordenação esteve a cargo da professoa e poeta Deise Assumpção que demonstrou ter feito uma escolha feliz. Levou ao grupo dois poemas para serem lidos, discutidos, analisados. Um de Adélia Prado, poeta largamente conhecida “que faz do cotidiano liturgia, não no sentido de religião, liturgia do sagrado e do próprio cotidiano ressignificado”) e outro de Tarso de Melo (“poema completo, onde nada é gratuito a dialogar com Gelman e o universo”), poeta que acaba de publicar sua obra reunida no volume Poemas 1995-2015, pela Dobra Editorial.
Poetas de gerações diferentes e dicções idem, mas que, por fim, puderam, ainda que para descrença ou desespero de alguns, se encontrar nas dobras e esquinas da poesia posto que falam da “impossibilidade de nomear o inominável” ou “dizer o que escapa”. Nada mais apropriado para um início de um processo de leitura e discussão crítica de poesia, iniciar com dois poemas metalinguísticos. Deu certo. E, como sempre, constatar que essas sendas são insondáveis e infindas.

Poesiajan15A 2

Abaixo, publicamos os poemas lidos e discutidos, com uma provocação ao leitor virtual: que tal fazer sua leitura crítica e deixar aqui as suas impressões? Assim, transformamos os sábados em todos os dias e a poesia invade o cotidiano, sem hora aprazada. Aguardaremos (dtv)

Poéticas (1)

«Va a sus versos como quien va a su cueva» (Juan Gelman)

De onde caem as vozes que falam no poema,
cai também um pouco de silêncio. E vontade

de dar nome ao silêncio, ao que foge sob o que é dito,
ao que fica amarrado nas palavras que o sustentam

– o poema, enterrado na cova do poema, nomeado
e inominável. Para além das palavras, na carne –

cerne – do sentido, como uma dor. Ou sua fome.
Como o que vem à cabeça – rói a memória e parte.

Parte em parte. O que vai ao poema é pálida sombra
do que fica nos ossos. Gravado, em febre, incrustado.

O que é dito se faz das palavras que um – com os dias,
alguma paixão e suas armas – salva daí. E partilha

incontrolável, vento em redor de si mesmo, água entre
dedos, sonho e chama, “árbol sin hojas que da sombra”.

O que se há de dizer escapa: cruza o rio de palavras
e chega, cada vez mais seco, à outra margem.

[para o Reynaldo]

Tarso de Melo

(In Caderno Inquieto. Dobra Editorial, S. Paulo, 2012, p. 11)
Antes do nome

Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
os sítios escuros onde nasce o ‘de’, o ‘aliás’,
o ‘o’, o ‘porém’ e o ‘que’, esta incompreensível
muleta que me apóia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.

Adélia Prado
(In Poesia Reunida. Siciliano, S. Paulo, 10a ed., 2001, p. 22 – livro Bagagem)

Poesiajan15B 2

(fotos: Luzia Maninha)

Posted in Sem categoria | Leave a comment

Um muro como arte pública

MuroPI

Exposição Paisagem In’terna.

Este muro da Livraria Alpharrábio, cenário de inúmeras exposições, já se consagrou como um importante painel da Arte Contemporânea regional, acessível ao público sem exigência ou compromisso formal.

Por isso, quem o observar, de dia ou de noite, estará sempre se conectando a uma mostra do que é fazer arte contemporânea no ABC.

A questão que intriga a artista é:

Seríamos nós, os passantes dali, pessoas que caminham pelas ruas buscando encontrar manifestações artísticas para agregar algum valor sensitivo ou emocional ao nosso dia a dia? Ou seríamos pessoas que ao nos deslocarmos, já não teríamos mais como curtir o entorno porque nossa atenção estaria toda tomada por assuntos mais urgentes, como a nossa segurança pessoal?

Nos anos 60 – 70, quando usamos o aforismo “Paz e Amor” como instrumento para solucionar um déficit de atenção em nossas vidas, respostas apareceram como num passe de mágica e muitas pessoas viveram e tentaram proliferar esta ideia. Como uma flor foi capaz de questionar a guerra?

Por isso a contribuição da Artista à “Paisagem Interna” neste mural destinado ao público, está relacionada a questões que hoje se sobrepõe ao amor no nosso dia a dia, como as questões de insegurança que impõe enormes restrições ao sagrado direito de ir e vir; do aprisionamento da imagem do indivíduo em seu próprio “Self” globalizado e da certeza de que são muito mais fortes os poderes dos instrumentos de manipulação psicológica do que a capacidade da sociedade em resistir a eles.

DamaraTodosPI

Pensando que só o amor pode combater a violência, nos mesmos moldes do hippieismo, a artista sugere uma reflexão sobre amor e compaixão em resposta a dor de uma vida aprisionada em gaiolas de fios dourados com manchas vermelhas lembrando o sangue da violência urbana.

E mesmo que ser livre, amado e amar outras vidas possa parecer coisa inatingível, utópica ou démodé em nossa sociedade contemporânea, aquelas pessoas estão ali, naquele muro, clamando por mais amor, paz e liberdade.

Damara Bianconi e Fernando Di Lascio

DamaraNario

Sobre a Exposição Paisagem In’terna
Idealização: Constança Lucas
Organização, produção e projeto expográfico: Constança Lucas, Luzia Maninha e Alpharrabio Livraria, Editora, Centro Cultural

Abertura: 18 de outubro de 2014 (sábado) 11h – Até 13 de dezembro de 2014 (sábado)

Local da exposição:
Alpharrabio Livraria, Editora e Centro Cultural
Rua Eduardo Monteiro 151
09041-300 Santo André – SP
Telefone: (11) 4438. 43 58
de segunda a sexta, das 13 às 19 horas
sábado, das 9h30 às 13horas

Paisagem Int´terna na internet:

http://expopaisageminterna.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/paisageminterna

Alpharrabio na internet:

http://www.alpharrabio.com.br

https://www.facebook.com/pages/Alpharrabio-Livraria/347044205324872?fref=ts

Posted in Colaborações | Leave a comment

E o ano Alpharrabio encerrou em poesia, a de Luciano Garcez

12   Luciano101214  02

Encerramos em alto estilo poético a programação de 2014, com um memorável bate-papo, performance e sessão de autógrafos do livro “A Mais Atada à Tua Palavra – O Caderno de Maria L., em Mãos, Seguido de Avulsos do Poeta B.”, livro de Luciano Garcez e Marianne Liuba Löhnhoff (Editora Kazuá).
Este é o quarto trabalho literário do poeta-músico, dramaturgo, compositor, cancionista e maestro Luciano Garcez (e, de quebra, performer, como bem demonstrou nessa noite do dia ….). Nele, Luciano mostra o “ousado exercício psicológico-literário de desprender-se de seus Eus, na forma dos heterônimos que lhe pertencem”. Um livro híbrido, complexo, intrigante e instigante.

12   Luciano101214  03

“Poeta e músico que trabalha na borda e transvaloração de diversas linguagens artísticas, e elogiado por nomes como Haroldo de Campos, Eduardo Navarro, Walter Franco, Augusto de Campos, Florivaldo Menezes e José Miguel Wisnik, entre outros, Garcez cria, para além do tradicional livro de poemas com uma sua “outra voz”, a carnalidade dela própria, isto é, Mariana L. e o Poeta B. passam a existir no real e no hiper-real, encarnados nas figuras de “atrizes-médiuns”, que se fazem presentes, falantes e atuadoras em redes sociais, eventos – em miríades de próprias opiniões, personalidades detectáveis e sons, mais que apenas imaginários ou imagéticos”

12   Luciano101214  01

A participação de Marianne Liuba Löhnhoff foi decisiva para que a performance atingisse o poético e revelasse o mistério. (dtv)

12   Luciano101214  04

12   Luciano101214  05

12   Luciano101214  06

12   Luciano101214  07

12   Luciano101214  08

12   Luciano101214  09

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

perdidos-achados-escritos: para celebrar os 23 anos

AtelieBlog 1

perdidos-achados-escritos para celebrar os 23 anos

De permeio a toda essa atividade (exposições, conversas, debates, lançamentos de livros), dois Ateliês Relâmpago de Escrita, capitaneados por Adélia Nicolete nos dias 03 e 17/11/14, quando foram aplicados exercícios coletivos de criação de textos, com base na coleção de “achados” dentro dos livros usados, adquiridos pela livraria.
Esses textos, mais os enviados por algumas dezenas de pessoas que foram instigadas a produzir micro-textos em diálogo com objetos “perdidos-achados” e agora escritos, serão objeto de um exposição no Alpharrabio, a ser inaugurada na festa de aniversário da Livraria Alpharrabio, no sábado, dia 21 de fevereiro de 2015.

Acompanhe pelo blog do evento, clicando aqui

AtelieBlog 2

AtelieBlog 3

AtelieBlog 4

AtelieBlog 5

registro fotográfico de Luzia Maninha

Posted in Sem categoria | Leave a comment

A América Latina unida pela cultura

12   CViva021214  01

No dia 02 de dezembro de 2014, recebemos no Alpharrabio o ativista cultural peruano Eduardo Gustavo Espinoza Carrasco para uma interessantíssima conversa sobre Intercambio Cultural e Cultura Viva Comunitária no Peru, com abordagens de alguns aspectos do panorama cultural de seu país como um todo.
Eduardo veio a convite do Ponto de cultura Circomunidade e do Movimento Cultura Viva Santo André, dentro da Semana Cultura Viva Comunitária, realizada em São Paulo naquele período.

Presentes “fazedores de cultura” locais que efetuaram ricas e proveitosas trocas de informações. (dtv)

12   CViva021214  02

12   CViva021214  03

12   CViva021214  04

12   CViva021214  05

12   CViva021214  06

12   CViva021214  07

12   CViva021214  08

12   CViva021214  09

Registro em imagens: Luzia Maninha

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

Poesia – Leitura crítica em projeto

PoesiaI  1  1

Antes que 2014 findasse, era preciso “amarrar” a poesia à programação do ano seguinte (este). Foi assim, que poetas e interessados em poesia, atendendo prontamente ao chamado, vieram (29.11.14, uma manhã de sábado). De forma colaborativa,a ideia de formar um espaço permanente para leitura, discussão e estudo da poesia foi alicerçada. Os encontros serão mensais, sempre nos últimos sábados do mês (das 10,30 às 12,30). Não há necessidade de se conhecer profundamente o assunto. Basta haver interesse. A cada mês, haverá revezamento da coordenação, mas ninguém será instado a assumir esse papel. Tudo transcorrerá de maneira a construir um processo rumo ao melhor conhecimento da poesia contemporânea, mas tornar o encontro, sobretudo, numa forma de fruição estética da poesia. Para este mês, 31 de janeiro de 2015, teremos o segundo encontro que será coordenado por Deise Assumpção. Todos convidados. Até lá. (dtv)

PoesiaI  3  1

PoesiaI  4  1

PoesiaI  5  1

PoesiaI  6  1

PoesiaI  2  1

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

Outubro em cores, palavras e celebração – Paisagem In’terna

PI181014  1

Uma manhã para não esquecer. Uma manhã de júbilo e trocas. Uma manhã coletiva, de olho-no-olho, de abraços. Múltiplas paisagens, olhares diversos, no de dentro e no de fora, no que se vê e no que é invisível.
A idealização foi da artista Constança Lucas que recebeu o apoio incondicional da Livraria Alpharrabio. E vieram trabalhos de várias localidades e estados brasileiros (e do exterior também) em surpreendente quantidade e qualidade. E, uma vez, as paredes do Alpha, que foram pensadas como galeria, mas como possibilidade de expor experiências, foram-se preenchendo. O formato único em formas incontáveis de expressão. Gravura, desenho, fotografia, literatura e tantas outras em diálogo. E bela se fez a manhã e os dias seguintes, todos os que mostrarem essa instigante e sedutora mostra, Paisagem In´terna, forma única de “ternura” e visão de mundo de tantos. Pérolas individuais a formar um colar único e inesquecível.

PI181014  2

PI181014  3

PI181014  4

PI181014  5

PI181014  6

PI181014  7

PI181014  8

PI181014  10

PI181014  13

PI181014  14

PI181014  15

PI181014  16

PI181014  17

PI181014  18

PI181014  19

PI181014  20

PI181014  21

PI181014  22

PI181014  23

PI181014  24

PI181014  25

PI181014  26

PI181014  31

PI181014  36

PI181014  37

PI181014  39

Em meio à festa da Mostra, outra festa: a celebração do surgimento de uma obra. Não qualquer obra, mas um livro de poemas da idealizadora, “Poesia use várias vezes ao dia”, de Constança Lucas, pela Editora Patuá. Festa de autógrafos, festa de todos os que a admiram e vieram prestigiar e também de muitos que, além de ver sua “paisagem” na parede, também ali ofereciam “pérolas” da palavra, seus livros.
Um Outubro a celebrar primaveras. (dtv)

PI181014  40

PI181014  42

PI181014  43

PI181014  45

PI181014  46

PI181014  50

PI181014  51

PI181014  52

PI181014  57

PI181014  58

PI181014  59

PI181014  63  1

PI181014  64  1

E.T.: Aqui, nossa emoção e preito de saudade ao amigo e um dos integrantes da mostra que participou disposto e alegremente da festa, Edson Bueno de Camargo, em sua última aparição pública. No dia seguinte sofreu um AVC que o levou à morte poucos dias depois. A paisagem artística e humana perdeu, assim, um pouco de sua cor por aqui.

As fotos são de Luzia Maninha

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment

manhã de sábado com Tantas Letras

TantasLetras  17

O coletivo Tantas Letras foi o convidado do Alpha para uma conversa de livraria no dia 04 de outubro, uma bela manhã de Primavera, com a riqueza das trocas poéticas e camaradas. Na pauta, o lançamento da coletânea Subúrbios da Caneta, reunindo, pela primeira vez em livro, trabalhos dos integrantes do coletivo, nos gêneros poesia e ficção. Dentre outros, destaca-se a presença do poeta Celso Alencar e da poeta Rosana Chrispim, que se deslocaram a Santo André (ele da Capital, ela de Campinas, SP) especialmente para prestigiar o encontro.

Pela sua já exitosa trajetória, os membros do Tantas Letras foram convidados a dar seu depoimento no Ciclo “Cultura sem carimbo” promovido pelo Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC (vide registro no blog do Fórum, o Lugar escrito: http://www.olugarescrito.com/2014/12/cultura-sem-carimbo-v-registro-da.html

TantasLetras  1

TantasLetras  2

TantasLetras  3

TantasLetras  4

TantasLetras  5

TantasLetras  6

TantasLetras  7

TantasLetras  8

TantasLetras  9

TantasLetras  10

TantasLetras  11

TantasLetras  12

TantasLetras  13

TantasLetras  14

TantasLetras  15

TantasLetras  16

TantasLetras  18

TantasLetras  19

TantasLetras  20

Registro fotográfico de Luzia Maninha

Posted in Programação Alpharrabio | Leave a comment