Conversa de Livraria com Moreira de Acopiara sobre seu livro “Atitudes que Constroem”

Uma conversa de Livraria com Moreira de Acopiara que foi além de mera conversa. Antes, um “acontecimento” poético/fraterno entre gente que faz e gosta de ler poesia. Na pauta, o livro mais recente do poeta, “Atitudes que Constroem”
Foi um sábado memorável, aquele do dia 21 de outubro de 2017. Confiram os registros fotográficos de Luzia Maninha

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Sábados PerVersos – XXV encontro Setembro 2017

O XXV encontro de Sábados PerVersos – a poesia em questão, contou com a coordenação das poetas Deise Assumpção e Conceição Bastos que trouxeram para discussão um poema de Manuel Bandeira, “A Estrela” e um poema de Hilda Hilst, X, do livro Da poesia que foram lidos à luz da escritura do homem (Manuel) e da mulher (Hilda), poetas.

A ESTRELA
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
in: Bandeira, Manuel, Estela da Vida Inteira, RJ, Ed. Nova Froneira, 1993, 23ª ed. Livro: Lira dos Cinqüenta´Anos, p. 174

X
Olhamos eternamente
para as estrelas
como mendigos
que eternamente
olham para as mãos.

E imaginamos
cousas absurdas
de realização.
Cousas que não existem
e cujo valor
é o de consistirem
parte da ilusão.

E olhamos eternamente
para as estrelas
porque parecem diferentes.
E quando agrupadas
eu as revejo individualizadas.
Estrelas… só.
Quem sabe se naquela imensidão
elas sofrem o mal dissolvente,
passivo,
mas dissolvente ainda: solidão.

Brilham para o mundo.
No entanto estão sozinhas
na lúgubre fantasia de pontas.

Nunca, meditem,
nunca as encontraremos
pois elas olham
igualmente para nós
e nos desejam
porque estão sós

In: Hilst, Hilda – 1930-204 / Da poesia / Hilda Hilst – 1a. ed. – São Paulo / Companhia das Letras, 2017 / Livro Presságio – poemas primeiros (1950)

O resultado foi uma belíssima e aprofundada discussão.

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Ao final, o compositor, poeta e intérprete Meramolim que pela primeira vez compareceu a um dos encontro, brindou os presentes com uma canja, interpretando, acompanhado ao violão, uma de suas canções.

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Conversa de Livraria com os poetas Cesar Augusto e Claudinei

A Conversa de Livraria com os poetas Cesar Augusto de Carvalho e Claudinei Vieira, na manhã de setembro antecipou a Primavera com muita poesia. Porque a Primavera aqui é composta por livros e palavra.
Os livros de ambos, os mais recentes, na pauta, na discussão, nos autógrafos. Muito se falou do fazer poético, da circulação de poesia hoje e suas formas alternativas de edição, dos saraus, dos quais ambos são entusiastas organizadores e participantes.
Cesar autografou seu Lavras ao Vento, pá, Editora Benfajeza. Claudinei autografou o seu ‘Olá, pequeno monstro do dia’ (Editora Benfazeja, 2016).
o registro, uma vez mais, é de Luzia Maninha.

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Apresentação dos volumes 2 e 3 da Coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina

Poderíamos dizer que a programação cultural de agosto de 2017 no Alpharrabio foi frenética. Para uma equipe composta por apenas 3 pessoas, realizar 6 encontros, todos revestidos de êxito de público e, sobretudo, de pleno cumprimento da finalidade a que se propuseram, não deixa de ser um feito do qual, sem nenhuma fanfarronice, muito nos orgulhamos.
No dia 26, a programação de agosto foi encerrada, uma vez mais, com muita poesia.
A poesia circulou pelas bocas e mãos de quem a ama, entrou pelos escaninhos mais insuspeitos das prateleiras e trincas da casinha da Eduardo Monteiro. Ali falava-se dos volumes 2 (“cascos e crinas sobre fundo escuro” de Conceição Bastos) e 3 (“Relíquias de Anjo”, de Deise Assumpção) da Coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina. E muito se falou da literatura das mulheres que não mais se escondem atrás de pseudônimos, sem medo de dizer seu nome nem o nome das coisas do seu universo. (dtv)

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registro fotográfico: Luzia Maninha

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Cultos de Mistério – uma conversa com Ruy Rocha Jr.

Dia 19 de agosto realizamos mais uma instigante Conversa de Livraria, desta feita, com Ruy Rocha Jr, professor, licenciado em História e Filosofia, especialista em Sociologia, Globalização e Cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Mestre em Ciências da Religião pela universidade Metodista de São Paulo.
A conversa girou em torno de seu livro CULTOS DE MISTÉRIO – DIONÍSIO E AS ORIGENS OCULTAS DO CRISTIANISMO, lançado recentemente. A obra analisa os antigos cultos de mistério, alguns desdobramentos históricos e suas possíveis influências no cristianismo primitivo.
Foi uma conversa repleta de interrogações, muitas respostas e, sobretudo, curiosidade plantada para mais leituras. (dtv)
O registro fotográfico, como sempre, é de Luzia Maninha

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Patuá/patuás em conversa de livraria

E foi uma festa linda, mais uma. Festa da poesia protegidas pelos patuás e deuses da poesia que protegem esses seres tão desprotegidos num mundo utilitarista que pouco os percebe. E o encontro, idealizado pelo poeta Tarso de Melo, reuniu alguns poetas do catálogo da editora Patuá, capitaneada pelo também poeta Eduardo Lacerda.
E vieram André Merez, Elisa Andrade Buzzo, Fabiano Fernandes Garcez, Lilian Aquino, Marcia Barbieri, Ricardo Escudeiro e Rosana Chrispim e, claro, o próprio capitão do time, Edu Lacerda.
Rolou muita conversa, muita leitura de poemas e autógrafos dos volumes mais recentes e, sobretudo, muita troca fraterna.
12.8.2017: Um encontro memorável. (dtv)
O registro fotográfico é de Luzia Maninha.

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“Democratizar a participação cultural”, um livro e uma conversa memorável com Julio Mendonça

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A programação cultural do segundo semestre no Alpharrabio foi aberta com uma conversa de livraria memorável.
Julio Mendonça, velho e querido parceiro desta casa, poeta e intelectual de reconhecidos méritos, falou sobre o seu livro “Democratizar a participação cultural” (Dobradura Editorial, 2017) que muito diz de sua bagagem teórica bem como da experiência como gestor público da cultura e ativista em diversas frentes de ação cultural, inclusive membro do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, desde a sua criação, em 2007.
Casa cheia para receber o amigo e dialogar sobre as possibilidades de ações participativas comunitárias que visem, fiscalizem e cobrem políticas públicas da cultura. Mais um ato político e de resistência fraterna no cinzento panorama brasileiro.

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a mulher antiga inaugura coleção PerVersas Literatura de autoria feminina

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A festa de lançamento de “a mulher antiga”, poesia, de dalila teles veras, encerrou a programação cultural do primeiro semestre da Livraria Alpharrabio e inaugurou a coleção PerVersas – Literatura de autoria feminina.

Este primeiro volume da coleção “PerVersas – literatura de autoria feminina” é composto por uma série de 30 poemas retirados de um diário manuscrito da autora do ano 2015 (1º a 30 de setembro). Revistos e ligeiramente modificados, os poemas foram datilografados pela autora numa máquina Olivetti Studio 45, sua companheira de letras desde 1976 e, digitalizados, reproduzidos no livro.

A ideia da coleção, que tem como proposta reunir textos (poesia, crônica, conto, ensaio) contemporâneos, surgiu das discussões em torno da invisibilidade histórica das mulheres escritoras, decorridas nos encontros “Sábados PerVersos – a poesia em questão”, leituras críticas de poesias, evento mensal da livraria Alpharrabio, criado em novembro de 2014 e que desde então reúne um número expressivo de participantes de forma ininterrupta, sempre no último sábado de cada mês, às 11h00.

Trata-se de uma coleção de pequena tiragem, que pretende, além do conteúdo, dar a cada volume características também de objeto gráfico artístico. A coordenação editorial é de Dalila Teles Veras e a concepção gráfica e criação manual é de Luzia Maninha. A tiragem de cada edição é de 92 exemplares, numerados e assinados pelas suas respectivas autoras.

Um lindo sol de inverno aqueceu aquela manhã calorosa, repleta de abraços, leituras, trocas e amizades. Mais uma vez, a poesia se fez presente e ninguém arredou pé. Bem hajam todos os que vieram, levaram o belo objeto gráfico e deram notícias de sua leitura.

Desta feita, o registro foi dividido entre duas Teles Veras, Luzia Maninha e a Alice, ambas ótimas fotógrafas, como se vê.

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Caderno de Intermitências – Um Sábado PerVerso muito especial

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Era um sábado. Manhã. Fazia frio. Ninguém se intimidou. Chegaram. E deu-se mais um “milagre” lá na casinha da Eduardo Monteiro, onde a cultura (e a poesia) habita e faz (sempre) festa.

Um Sábados PerVersos – A poesia em questão, muito especial. A poesia de uma de suas integrantes na pauta.

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Rosana Chrispim autografou o seu Caderno de Intermitências (Ed. Patuá, 2017)

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Mas não só. O caderno foi lido, comentado, fraternamente esmiuçado

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Luzia Maninha registrou e pelos semblantes presentes, percebe-se o clima. Viva a Poesia! Viva os poetas! Viva todos os que se interessam pela poesia!

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Como sempre, um brinde, porque estes encontros possuem caráter litúrgico/profano e Baco faz parte do rito.

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José de Souza Martins – “O Coração da Pauliceia ainda bate” – Apresentação e conversa de livraria

Lançamento do livro “O Coração da Pauliceia ainda bate”

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O sociólogo José de Souza Martins, amigo desta casa, aqui retornou uma vez mais para apresentar um livro seu, o mais recente: “O Coração da Pauliceia ainda bate” e nos honrou com mais uma inesquecível Conversa de Livraria.
Falou da dificuldade de organização dos textos, ou seja, crônicas inéditas e crônicas baseadas em artigos sobre a cidade de São Paulo e a região metropolitana, publicados no caderno “Metrópole” do jornal O Estado de S. Paulo, durante nove anos, de 2004 a 2013 e no jornal Folha de São. A edição primorosa, segundo ele, chegou a muito bom termo, graças às exigências profissionais de Cecília Chagas, da Imprensa Oficial de SP.
Ler José de Souza Martins é ouvi-lo. O escritor fala com a mesma fluência e bom humor com que escreve suas crônicas. E foi com essa fluência que acompanha sua prodigiosa memória que manteve o atento grupo de admiradores encantado com seu olhar a metrópole, um olhar não só de especialista, pesquisador sociólogo que é, mas também o olhar do amador, no seu melhor sentido, daquele que percorre amorosamente as ruas da metrópole, desvendando sua história (suas histórias), apontando, como um bom guia, seu casario, sua arte pública e outros pormenores que os pedestres desconhecem por ninguém lhes ter contado e, em seu descuido apressado, também não são capazes de reparar.
São observações anotadas ao longo de 60 anos, tempo em que o escritor circula pela cidade e anota suas memórias e as transforma em verdadeira literatura.
Do material de divulgação da editora, lê-se:
“Não sou o transeunte distraído, que se deixa levar pelo acaso de trajetos. Mas faço de conta que me perco para melhor aprender com as ricas e muitas lições do acaso”, escreve Martins. Ele recolhe a cidade em várias fotografias e pedaços de papel anotados que guarda nos bolsos. “Busco depois informações documentais que me permitam aprofundar no tempo as constatações feitas na horizontalidade do espaço”, explica. “O tempo de São Paulo é uma superposição de idades.” E, a partir delas, a obra se divide em cinco capítulos: a São Paulo Colonial, o momento da passagem pelo século da Independência do Brasil, a São Paulo romântica, outra da Revolução de 1932 e da vida comum, e, por fim, a Pauliceia imaginária.
Desta forma, o escritor passeia pelo presente e por suas intersecções com o passado, palmilhando as ruas do Centro Velho, as antigas rotas de comerciantes, escravos, ouvindo seus sussurros, que ficaram em textos, em monumentos, em sacristias e presbitérios, em capelas, e também nas ruas, nas esquinas, nas praças, nos barulhos e silêncios. “O mestre da Sociologia vê a cidade com olhos de poeta”, completa o poeta Paulo Bonfim, a quem o livro é dedicado de forma especial. “A Pauliceia revive ora palpitante, ora melancólica, nas andanças evocativas do autor.” (dtv)

As imagens, como sempre, são de Luzia Maninha.

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