SerTÃOBrasil: das Veredas à Borda do Campo

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Mais uma manhã mágica de sábado na Livraria Alpharrabio.

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O espetáculo teatral “SerTÃOBrasil: das Veredas à Borda do Campo” antecedeu os autógrafos do livro do mesmo nome, com Leonardo Andrade & Mariana Leitão.

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Prosa boa, cantoria e muita poesia numa trama de “causos” e histórias de São Bernardo do Campo tecida no encontro do público com um antigo mestre vaqueiro das poeirentas estradas das Gerais e uma misteriosa moça bordadeira.

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Lirismo a serviço da boa causa da cultura brasileira.

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Trabalho sério para divertir e encantar, fruto de pesquisa e paixão

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E a prosa continuou entre um autógrafo e outro, um café e um pão de queijo

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Arte Contemporânea no Alpharrabio

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O Projeto Arte Contemporânea para o Alpharrabio, uma iniciativa da artista visual Cristina Suzuki, apresentará uma série de três exposições de jovens artistas dedicados à arte contemporânea no decorrer deste ano. No último dia 2 de abril teve início a primeira destas exposições: Grifos, de Alice Ricci, artista que utiliza basicamente o papel como suporte. Nesta exposição, além do papel, ela também exibe um jogo feito em madeira e dois desenhos sobre tela.

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Ao todo são 10 obras, sendo que uma delas é interativa, ou seja, pode ser manipulada pelos visitantes possuindo um sentido lúdico.

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Uma roda de conversa levantou pontos interessantes sobre as propostas artísticas, pela artista, pela curadora

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bem como pelo público presente.

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A exposição ainda pode ser visitada (segunda a sexta-feira, das 13 às 19h e sábados das 9,30 às 13h) até o dia 04.06.16
As imagens são de Luzia Maninha

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Uso indevido de imagens da Livraria Alpharrabio – registro de caso

No dia 13 do mês em curso, compartilhamos em nossa página do Facebook um vídeo institucional, editado pelo CAV – Centro de Audiovisual da Secretaria de Cultura de São Bernardo do Campo, SP, que divulgava um edital dirigido a escritores da cidade de SBC, no qual foram utilizadas indevidamente diversas imagens e tomadas internas da Alpharrabio Livraria que, como é do conhecimento público, está estabelecida na cidade de Santo André há 24 anos e referência cultural regional. Além de não termos sido consultados nem recebermos nenhum pedido de autorização para veiculação das imagens, destacamos o fato, no mínimo estranho, de que não havia ligação alguma entre as imagens e o áudio, ou seja, o áudio falava de um edital dirigido para escritores daquela cidade e exibia imagens de um espaço particular de outra cidade. Nada ali justificava o uso das imagens. Ao constatar a repercussão do caso na rede social, a Secretaria de Cultura houve por bem retirar o vídeo do ar, levando, automaticamente, o nosso post e as dezenas de comentários deixados ali pelos internautas.

Após a retirada do Vídeo, a Secretaria de Cultura de SBC publicou a seguinte nota em sua página no Facebook:

“Em razão das recentes manifestações que denunciam a utilização indevida de imagens da livraria Alpharrabio em peças de divulgação dos editais públicos da Secretaria de Cultura de São Bernardo do Campo, temos que esclarecer o seguinte:
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio da Secretaria de Cultura, assinou um termo de cooperação com a TVT para a produção de conteúdos culturais/audiovisuais pelo Centro de Audiovisual (CAV). Por esse instrumento, o CAV detém o banco de imagens cedido pela TVT, podendo utilizá-lo em peças de divulgação, como as referidas. As imagens que pertencem a TVT são concedidas por Termo de Autorização de Uso de Imagem e Voz assinado por vários concedentes, inclusive a livraria Alpharrabio, que autorizou, em 3 de junho de 2015, a utilização das imagens pela emissora estendida a terceiros, conforme trecho que reproduzimos a seguir: “Utilizar e explorar OBRA, por si ou por terceiros autorizados, por todos os meios de processos conhecidos e em todos os meios e modalidades de utilização praticadas costumeiramente no mercado audiovisual, como, exemplificativamente, TV aberta e fechada, home video, video on deman, internet, cinema e festivais, com finalidade comercial ou não”. Embora a autorização da Alpharrabio a TVT alcance inclusive a cessão de imagens para peças publicitárias comerciais, esta Secretaria usou as mesmas para uma campanha gratuita de divulgação do seu pacote de editais públicos, que são responsáveis pela valorização da produção cultural local, regional e nacional, em especial: Criação Literária e Saraus Culturais. Embora ciente de que estamos juridicamente amparados e que a utilização deste material nada deprecia a imagem desta livraria, diante dos protestos veiculados na rede, decidimos pela retirada do material que será em breve substituído.”

A título de Esclarecimento, publicamos o texto abaixo, também na nossa página do Facebook, reproduzindo-o aqui, como registro e, inclusive, para que possa ser consultado quando necessário:

Alpharrabio, direito de imagens e encerramento do assunto:
Sobre o episódio da veiculação indevida de imagens da Livraria Alpharrabio em peças institucionais da Secretaria de Cultura de São Bernardo do Campo, aqui denunciado e largamente discutido, foi publicado na página oficial daquela secretaria aqui no FB a nota que vai transcrita ao final deste texto.
Sobre a mesma, sublinho o seguinte:
A alegada autorização à TVT para o uso daquelas e de outras imagens, deu-se dentro de outro contexto, ou seja, quando fomos procurados para uma reportagem sobre o papel cultural da livraria Alpharrabio que foi levada ao ar naquele canal televisivo. Diz a boa fé (ao menos a minha) que ocorra a alguém (a mim não ocorreu), no ato da assinatura de um documento de cessão de imagens, nestas circunstâncias, ir até aquelas letrinhas miúdas que dizem: “Utilizar e explorar OBRA, por si ou por terceiros autorizados, por todos os meios de processos conhecidos e em todos os meios e modalidades de utilização praticadas costumeiramente no mercado audiovisual, como, exemplificativamente, TV aberta e fechada, home video, video on deman, internet, cinema e festivais, com finalidade comercial ou não”, cláusula de que se vale a nota da Secretaria para justificar o ocorrido.
Foi o que aconteceu. Assinei, provavelmente em junho de 2015 (houve outras reportagens anteriores daquela TV sobre a Livraria) tendo em mente que as mesmas serviriam para aquela reportagem e outras que viessem a acontecer e que tivessem a mesma finalidade, ou seja, divulgar o espaço e as atividades culturais.
Este caso de agora, a utilização de parte daquelas imagens pela Secretaria de Cultura, dá-se num outro contexto, ou seja, “ilustrar” a divulgação de um edital público dirigido (dizia o áudio) “a escritores da cidade de São Bernardo do Campo”, mas que, paradoxalmente, exibia imagens de espaços de outra localidade, sem qualquer crédito dos mesmos.
Imagens da Livraria Alpharrabio podem ser encontradas aos milhares no espaço virtual. Trata-se de um espaço particular, mas que, pelo caráter e relevância das atividades ali desenvolvidas (debates, exibição de peças, exposições artísticas, lançamentos de livros, discussões sobre políticas públicas da cultura, patrimônio cultura, dentre muitas outras), sempre gratuitas, ao longo de 24 anos, tornou-se verdadeiramente um espaço de referência e utilidade pública. Esta é a primeira vez, entretanto, que essas imagens são tristemente utilizadas sem o devido crédito, justamente por quem mais teria obrigação de fazê-lo, o Poder Público.
Assim, dou por encerrado o assunto, dizendo que, mais do que uma questão legal, fica aqui configurado, com forte simbolismo, um episódio anti-ético, verdadeiro desserviço às questões culturais, justamente por quem delas mais se preocupou, mais as discutiu, mais as fomentou. dalila teles veras

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Sábado PerVersos – A Poesia em Questão XIII

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Este XIII encontro de “Sábados PerVersos – A Poesia em Questão”, projeto de leitura crítica de poesia, que ocorre mensalmente desde o final de 2014, contou com a coordenação de Dalila Teles Veras que levou poemas de Luiza Neto Jorge (1939-1989, Lisboa), poeta portuguesa ligada ao chama Poesia 61. Para contrapor e estabelecer diálogos e leitura crítica, poemas de Conceição Bastos, autora de “Uma Mulher em Rota de Chuva” (Ed. Dobra, SP), ligada ao movimento Tantas Letras, de SBC, assídua frequentadora e colaboradora destes encontro, presente nesta ocasião e cuja linguagem poética, inclusive pelo rigor, muito dialoga com a da poeta portuguesa.

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Textos críticos de Gastão Cruz (o crítico do próprio Poesia 61) e de Jorge Fernando da Silveira, brasileiro estudioso dessa importante geração da moderna poesia portuguesa, também foram lidos e discutidos.

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Afinal, uma vez mais, deu-se o “acontecimento” de reunir, em torno de uma “távola”, 10 pessoas, todas interessadas em discutir criticamente a poesia. Tem sido assim nas 13 vezes em que se deu o Encontro. Verdadeiro milagre. Viva! (dtv)

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O registro fotográfico, como sempre, esteve a cargo de Luzia Maninha.

Nota: A revista Poesia61 que originou a geração do mesmo nome, foi editada, em Faro, por cinco poetas e reunia uma plaquete de cada um deles: Casimiro de Brito, “Canto Adolescente”; Gastão Cruz, “A Morte Percutiva”; Fiama Hasse Pais Brandão, “Morfismos”; Maria Teresa Horta, “Tatuagem” e Luiza Neto Jorge, “Quarta Dimensão”.

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Para Semíramis Corrêa, em forma de despedida

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Ontem, abril 07, quarta-feira, Outono com luz e temperatura de Verão: a notícia da morte anunciada cortou a tarde ao meio, raio indesejado. Semiramis, a amiga Semiramis Corrêa morreu.

No mesmo momento, o retorno há 23 anos, maio de 1993. Santo André vivenciava uma cultura do desmanche. Após uma gestão progressista na cultura, Governo Celso Daniel, o recém-empossado Prefeito Newton Brandão, simplesmente “desmancha” tudo que fora construído na gestão anterior (Casa da Palavra, Casa do Olhar e outros importantes espaços da cidade). Um Grupo de cerca de 100 pessoas, produtores culturais, artistas, intelectuais, resolvem se manifestar com atividades de rua que culminaram com a realização do Seminário Cidadania & Cultura. Convidados como José Mindlin, Teixeira Coelho, ……, aceitaram o convite para e o Seminário transformou-se num verdadeiro acontecimento cultural. A cidade de Santo André mostrava que não mais aceitava a velha política do clientelismo que Celso Daniel havia derrubado e que insistia em se reinstalar na cidade, retomando velhas e mofadas práticas de compadrio.

Numa dessas manifestações, um sarau no calçadão da Rua Oliveira Lima comandado pelo poeta Artur Gomes, chamou minha atenção (e de outras pessoas) a presença entusiasmada de uma senhora de cabelos tingidos de vermelho que entra na ciranda, recitando poemas e proferindo palavras de ordem. Não tive dúvidas, entreguei a ela um cartão da Livraria Alpharrabio, dizendo que ali era um lugar em que ela se sentiria em casa.

Logo no sábado seguinte, Semiramis Corrêa comparece à livraria e a todos cativa com sua contagiante simpatia.

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Falante, bem disposta, alegre. Cinéfila e leitora voraz desejosa de compartilhar suas leituras. Já havia lido e relido por incontáveis vezes os 7 volumes de Em Busca do Tempo Perdido, de Proust, assim como todos os franceses do XIX. Fora casada com um português e era evidente o seu fascínio pela cultura portuguesa, acentuado após ter percorrido Portugal com toda a família durante um longo período. Leu Eça de Queiroz, Torga, Saramago, Pessoa e tantos. Quando me falou que era apaixonada por Fado e Amália Rodrigues, em especial, estabeleceu-se o elo de amizade que percorreu os últimos 23 anos. Convívio estreito que nos revelou um ser humano ímpar, de bem com a vida e com os seres humanos ao seu redor. Celebrava a vida diariamente com um bom humor raro, sacadas inteligentes.

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Trouxe uma “alpha” de primeira hora, que “vestia” a camisa do Alpharrabio e ali “batia ponto” todas as sextas-feiras e sábados. A certa altura nos revelou que possuía uma pequena gaveta de guardados, poeta e cronista bissexta. Trouxe alguns originais e Luzia Maninha os enfeixou num volumezinho da coleção micro, denominado “o uivo da loba”, do qual transcrevo os 3 poemas abaixo.

Fragmento de felicidade

Tarde.
Silêncio quebrado
Por um fado de Amália
Café quente
Sabor de gergelim.

Naquele tempo um trem atravessava o escuro da madrugada. Sempre dentro do horário, seu apito longo era tão fatal como o dia que viria. A pequena cidade dormia mansa enquanto ele passava, apitando, apitando. Entre os muros brancos do cemitério os mortos se ajeitavam felizes.

Eu tinha uma capa de chuva ampla como uma barraca. Ela era azul-claro nos ombros, descia escurecendo até tornar-se plúmbea. Caía solta em torno de meu jovem corpo magro, parecendo sempre que eu me molhava naquelas águas rápidas que o verão forjava.

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Uma pena não ter se dedicado com mais afinco à poesia. Preferiu viver e celebrar.

Ao voltar de seu sepultamento, hoje pela manhã, pensei que a melhor maneira de homenageá-la seria tomar uma cerveja, bebida que ela tanto gostava ou, melhor, um Porto de honra, porque eu prefiro e ela igualmente o apreciava. É o que farei agora à noite, quando o corpo estará um pouco menos doído pelo choque da despedida. Bem haja! querida e inesquecível Semiramis. R.I.P. (dalila teles veras – 08.04.16)

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José de Souza Martins apresenta seu novo livro no Alpharrabio

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Uma vez mais, o Prof. José de Souza Martins, reconhecido cientista social brasileiro, professor titular aposentado de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), prestigia esta casa. Assim como ocorreu com todos os seus livros publicados nos últimos anos, veio para apresentar seu mais recente livro: Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder, Editora Contexto, 2016.
O professor iniciou sua fala dizendo que “este não é um livro contra o PT, assim como também não é a favor. Trata-se de uma reunião de textos de um sociólogo com ligação com os movimentos sociais (principalmente na região amazônica), que viu nascer o MST (em Goiânia) na pastoral da Terra. (…) e foi “mordido pela ideia” de acompanhar, analisar e escrever sobre um partido que acabara de eleger o primeiro Presidente da República operário, que rompe com a tradição dos, tirando os militares, “presidentes bacharéis”
Alguns trechos retirados de sua palestra:
O Lula domina a linguagem do homem simples e isso é o que faz dele único, bilíngue. Fala o que o sertanejo diz e entende o seu silêncio, o silêncio de pessoas que vivem no silêncio, coisas que os intelectuais não vêm. Isso é uma coisa que o Lula sabe fazer e o que o faz diferente.
(…)
Na Primeira eleição, Lula não ia ganhar porque teve o veto do grande capital e do agronegócio. Foi preciso a mediação de Zé Dirceu, mas o realismo político do Zé Dirceu é diferente do de Lula. Lula, não vem da esquerda tradicional do ABC, a esquerda do confronto. Vem do sindicalismo de negociação, um sindicato moderno. Ele sabia que só chegaria ao Poder apenas com negociação.
(…)
Na Carta do Povo Brasileiro o PT mostra a aderência ao capital. Lula ficará prensado entre o Deus dos pobres e o diabo do Capital. O Ministro Miguel Rossetto avançou na Reforma Agrária, mas Lula o demitiria em 3 meses. Ele não podia enfrentar os latifúndios. Começa aí o afastamento do Governo Lula dos movimentos mais radicais. Lula começa a se afastar do próprio PT e começa a andar sozinho. Um político muito competente, como poucos. Um exemplo é o dos últimos dias em que sai num camburão e volta candidato À Presidência.
(…)
Em 1° de janeiro de 2003 publiquei um artigo, em forma de fábula, sobre os bichos de confiança na arca de Noé que mostra o que é governar convivendo com todos os “bichos”.
A partir daí vim escrevendo e mostrando que o PT vai se descolando dos movimentos iniciais e diferentes grupos de esquerda saem do PT por esse afastamento.
(…)
Diferentemente de outras ciências que pegam o rato, abrem e estudam, Ciências Sociais não faz experimentos, mas analisa situações. Mesmo com um partido totalmente inovador como o PT, o Brasil não foi capaz de criar uma nova ordem política, mas retoma o que havia antes da Ditadura, uma oligarquia.
(…)
O livro sobre o PT entrou aqui como Pilatos, porque na verdade é um livro sobre estrutura de poder.
Nem o o PT nem o Lula estão acabados. Porque o PT foi o único Partido que fez o elo dos que estão à margem (aqueles que nunca foram ouvidos nem mesmo pela esquerda).
(…)
Não é um panfleto político nem partidário. O processo histórico não depende só de pessoas, mas de contextos.

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Exercendo o papel de provocador, o prof. Alexandre Takara, convidado para a mesa pelo autor, elaborou uma série de perguntas, dentre as quais, destacamos esta: discorrer sobre a razão do livro ser dedicado a D. Jorge Marcos de Oliveira.
Disse o professor Martins que o D. Marcos foi um homem extraordinário, uma das primeiras figuras verdadeiramente progressistas da Igreja Católica no Brasil. O próprio D. Jorge tinha dificuldades com o clero (ele tirou a batina). No Círculo Operário, ele chamava atenção dos jovens: – não é pra vir aqui jogar ping pong, é para ir pra porta de fábrica. Quando da eleição do Armando Mazzo (o Prefeito comunista que não foi empossado), a Igreja cria a Diocese e manda um bispo para Santo André que podia se entender com os comunistas. A liderança de esquerda no ABC era comunistas e não católica. Comunista não era o adversário da Igreja na visão de D. Jorge e ele fomentou líderes católicos. (…) D. Jorge “criou o Lula mesmo sem o Lula saber. (…) Lula faz parte de uma construção da Igreja Católica. (…) Juntamente com essas circunstâncias, Frei Chico, o irmão, é quem o coloca no sindicato. A Igreja fomentou uma esquerda alternativa diferente do comunismo da qual Lula foi um representante. D. Jorge foi um católico de esquerda .
(…)

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seguiram-se autógrafos, brindes e mais conversas, tarde adentro.

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Sábados PerVersos – a poesia em questão XII

Nesta XII edição de Sábados PerVersos – a poesia em questão, ocorrida no dia 27 de fevereiro de 2016, contamos com a coordenação da artista Mireille Lerner, entusiasta e participante ativa destes encontros desde o primeiro momento.
Como não poderia deixar de ser, um momento (mais um) diferente e, como sempre, instigante. A coordenadora trouxe para o grupo práticas coletivas de criação, bem como interessantes propostas de criação interagindo com imagens (de sua própria autoria). Laboratório de experimentos e discussões.

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O Sábados VerVersos é um “milagre” que ocorre todos os meses (último sábado) reunindo gente que se interessa por poesia em todas as suas formas de manifestação. A cada mês um coordenador diferente. A cada mês uma visão nova de ler poesia.

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Registro fotográfico de Luzia Maninha

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Meu pé de alecrim deu fulô – novo livro de Joaquim Celso Freire

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Um Silva de A a Z, O rio das minhas manhãs e este Meu pé de alecrim deu fulô, títulos publicados pela Alpharrabio Edições, formam uma admirável trilogia do desejo e do lembrar. Silva, o personagem que percorre os três romances de Joaquim Celso Freire, nonagenário que se alimenta de “uma vontade danada de viver”, personifica o ser humano que, no ocaso, lembra e deseja para adiar a hora indesejada e que não tarda. Uma obra que, pelo seu mérito, já está inserida no melhor da atual ficção brasileira.

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Foi dessa obra que se falou e celebrou no dia 24 de fevereiro último na Casa de Cultura e Editora Alpharrabio

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Leituras, cantoria, prosa…

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animaram a reunião

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e o ânimo cultural à volta de amigos e admiradores

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a literatura em festa

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a camaradagem literária em festa

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O ABC das lutas operárias e sociais, dos Silva e de todos os sobrenomes, em festa

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dos intelectuais, reais e literários, em festa

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e redenção, celebra com mínimas doses de boa Mangueira, vinda lá do Piauí

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perfumando autógrafos

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e dedicatórias

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celebrando encontros

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Registro fotográfico de Luzia Maninha

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Alpharrabio 24 anos + Zhô 40 anos – A Festa

20 de fevereiro de 2016, sábado, 11h na rua Eduardo Monteiro nº 151 celebramos pelo 24ª vez o nascimento desta casa de cultura na cidade de Santo André região metropolitana de São Paulo.

Zhô Bertholini, artista e amigo que faz parte desta história foi convidado para nos contar sobre estes 24 + 16 = 40, a soma de sua trajetória, que leva o nome de “No meio das pedras tinha um caminho” – poesia – arte postal – colagem e que muito tem a ver com esta nossa história. E muitos vieram: artistas visuais, seresteiros, poetas, romancistas, cronistas, historiadores, atores, atrizes, dramaturgos, diretores, pensadores, leitores, cúmplices, parceiros, amigos, a “intelligentsia” do ABCD subscreveu esta história de convívio e resistência.

Desta feita, as imagens de Luzia Maninha, dirão mais do que as palavras da escriba (dtv):

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A questão Palestina – Guerra, Política e Relações Internacionais, lançamento e palestra

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Janeiro, 21. Lançamento do livro “A Questão Palestina” do prof. Marcelo Buzzetto, pós-doutorando em Política Internacional (UNESP), doutor em Ciências Sociais (UNESP/SP), Professor do Centro Universitário Fundação Santo André, onde coordena o Núcleo de Estudos Gamal Abdel Nasser Geopolítica do Mundo Árabe e Oriente Médio. Esteve várias vezes na palestina, representando o setor de Relações Internacionais do MST e da Via Campesina. Também faz parte do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino do ABCDMRR, da Campanha Global pelo Retorno à Palestina e é professor voluntário na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)

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Foi uma deslumbrante aula sobre o assunto (complexo, como ele mesmo disse).

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O público, em pleno mês de férias, surpreendeu e ninguém queria sair.

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Como sempre, voltei me perguntando, o que move estas pessoas, o que nos move? Utopia? Utopias? Sem dúvida…

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