“O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
(…)
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes;
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»”
O Mostrengo – Fernando Pessoa
O mostrengo (leia-se encerramento do blog) abalou.
Mas… pessoal não se deixem enganar, o que vai pode voltar…
Não é só irem ao Alpharrabio (físico) e tomarem um branquinho fresquinho.
A autora testou, pensou e recuou, agora há que ajudar a manter o blog no ar.
Há quem esteja do outro lado do mundo e só pela net tomará o seu copinho…
Bem Haja Dalila
Obrigado Constança, Rosana e ao Edmundo (gostei do seu tom: “Estou com os livros”)
Maninha, ainda bem que você trouxe uma bela flor frequentada por abelhas. Ainda bem ainda que esses arquivos contemplem fotos tão bem tiradas. Assim, continuo aguardando que a Da, sensibilizada com a flor que emprestada tomo para oferer à poeta sirva de motivo para que blog dela seja restabelecido
”Quereis saber que é ser-se poeta?
Pois bem. Aqui vos deixo em breves traços:
É vaguear em sonhos p´los espaços,
Sem que o nosso ideal encontre a meta!
Querer ter a magia dum profeta,
Ter forças p´ra vencer nossos fracassos,
À ilusão e à vida dar os braços
Quando o Cupido atira a sua seta.
É descer aos mistérios das ravinas,
Desvendar horizontes nas colinas
E em tudo achar motivos de beleza!
Ser simples como as ervas pelo chão
E agradecer a Deus este condão,
Que é sentir dentro em nós a Natureza!”
Poeta – Antero de Quental
………./ /……..
Eu não sou, nem pretensão, muito menos vocação para tal, mas sou o bichinho álacre sedento de beber da taça-poema que o poeta nos estende.
Mas não pensem que me fico pelo beber… Também me apraz retribuir. Como? Perguntam vós… É fácil, é talvez o mais fácil. É fazer parte da Natureza, provocando, defendendo, exaltando, oferecendo matéria para que o poeta a possa sentir e partilhar como só ele o sabe fazer, com a magia que recebeu do divino.
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
A Maninha está me saindo mais poeta que muitos poetas. Na sua linguagem e a sua maneira, me faz lembrar o tom de Mário Quintana e, quiçá, Manuel de Barros. Acho bom mesmo a Dalila manter o blog: já estava cansada de entrar e não encontrar novidades… só silêncios…
NaqueleTempo – Sophia de Mello Breyner, 20/09/1999
Naquele tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas
A dúvida da abelha deve ser respeitada ! Mas, estou com os livros. Afinal vivem há muito tempo…
“O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
(…)
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes;
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»”
O Mostrengo – Fernando Pessoa
O mostrengo (leia-se encerramento do blog) abalou.
Mas… pessoal não se deixem enganar, o que vai pode voltar…
Não é só irem ao Alpharrabio (físico) e tomarem um branquinho fresquinho.
A autora testou, pensou e recuou, agora há que ajudar a manter o blog no ar.
Há quem esteja do outro lado do mundo e só pela net tomará o seu copinho…
Bem Haja Dalila
Obrigado Constança, Rosana e ao Edmundo (gostei do seu tom: “Estou com os livros”)
Maninha, ainda bem que você trouxe uma bela flor frequentada por abelhas. Ainda bem ainda que esses arquivos contemplem fotos tão bem tiradas. Assim, continuo aguardando que a Da, sensibilizada com a flor que emprestada tomo para oferer à poeta sirva de motivo para que blog dela seja restabelecido
”Quereis saber que é ser-se poeta?
Pois bem. Aqui vos deixo em breves traços:
É vaguear em sonhos p´los espaços,
Sem que o nosso ideal encontre a meta!
Querer ter a magia dum profeta,
Ter forças p´ra vencer nossos fracassos,
À ilusão e à vida dar os braços
Quando o Cupido atira a sua seta.
É descer aos mistérios das ravinas,
Desvendar horizontes nas colinas
E em tudo achar motivos de beleza!
Ser simples como as ervas pelo chão
E agradecer a Deus este condão,
Que é sentir dentro em nós a Natureza!”
Poeta – Antero de Quental
………./ /……..
Eu não sou, nem pretensão, muito menos vocação para tal, mas sou o bichinho álacre sedento de beber da taça-poema que o poeta nos estende.
Mas não pensem que me fico pelo beber… Também me apraz retribuir. Como? Perguntam vós… É fácil, é talvez o mais fácil. É fazer parte da Natureza, provocando, defendendo, exaltando, oferecendo matéria para que o poeta a possa sentir e partilhar como só ele o sabe fazer, com a magia que recebeu do divino.
Tenho SEDE e vós ?
Ser poeta
Florbela Espanca
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Adorei as fotos
Lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssssssssssssssssss!!!
Viva o Blog do Alpha!!!!
A Maninha está me saindo mais poeta que muitos poetas. Na sua linguagem e a sua maneira, me faz lembrar o tom de Mário Quintana e, quiçá, Manuel de Barros. Acho bom mesmo a Dalila manter o blog: já estava cansada de entrar e não encontrar novidades… só silêncios…
“Ser poeta é ser mais alto, é ser maior” que o Gigante Adamastor
(…) “E dizê-lo cantando a toda a gente!” Na linguagem universal do Amor
E perdão aos outros, mas que deliciosa ouvi-la na linguagem de Camões
As Abelhas – Vinícius De Moraes
A AAAAAAAbelha mestra
E aaaaaaas abelhinhas
Estão tooooooodas prontinhas
Pra iiiiiiir para a festa.
Num zune que zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmim.
Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
Volta pro cravo.
Venham ver como dão mel
As abelhinhas do céu!
Por onde pára a Abelha Mestra ? Alguém a ouviu zumbir?
Pssst!!! Já chega de “castigo”, desde 16/7 é uma eternidade…..
de SOPHIA DE MELLO BREYNER
Liberdade
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
NaqueleTempo – Sophia de Mello Breyner, 20/09/1999
Naquele tempo
Sob o caramachão de glicínia lilaz
As abelhas e eu
Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas
Doiradas e pequenas
Não se ocupavam de mim
Iam de flor em flor
E cá em baixo eu
Sentada no banco de azulejos
Entre penumbra e luz
Flor e perfume
Tão ávida como as abelhas