Troca de Idéias

Nossas abelhas discutindo
o fim do blog do Alpha

livraria14

Nosso livros em assembléia
decidiram pela permanência do blog.

livraria13

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12 Responses to Troca de Idéias

  1. Edmundo says:

    A dúvida da abelha deve ser respeitada ! Mas, estou com os livros. Afinal vivem há muito tempo…

  2. Isa says:

    “O mostrengo que está no fim do mar
    Na noite de breu ergueu-se a voar;
    (…)
    Três vezes do leme as mãos ergueu,
    Três vezes ao leme as reprendeu,
    E disse no fim de tremer três vezes;
    «Aqui ao leme sou mais do que eu:
    Sou um Povo que quer o mar que é teu;
    E mais que o mostrengo, que me a alma teme
    E roda nas trevas do fim do mundo,
    Manda a vontade que me ata ao leme,
    De El-Rei D. João Segundo!»”
    O Mostrengo – Fernando Pessoa

    O mostrengo (leia-se encerramento do blog) abalou.
    Mas… pessoal não se deixem enganar, o que vai pode voltar…
    Não é só irem ao Alpharrabio (físico) e tomarem um branquinho fresquinho.
    A autora testou, pensou e recuou, agora há que ajudar a manter o blog no ar.
    Há quem esteja do outro lado do mundo e só pela net tomará o seu copinho…

    Bem Haja Dalila

    Obrigado Constança, Rosana e ao Edmundo (gostei do seu tom: “Estou com os livros”)

  3. Antonio Possidonio Sampaio says:

    Maninha, ainda bem que você trouxe uma bela flor frequentada por abelhas. Ainda bem ainda que esses arquivos contemplem fotos tão bem tiradas. Assim, continuo aguardando que a Da, sensibilizada com a flor que emprestada tomo para oferer à poeta sirva de motivo para que blog dela seja restabelecido

  4. Isa says:

    ”Quereis saber que é ser-se poeta?
    Pois bem. Aqui vos deixo em breves traços:
    É vaguear em sonhos p´los espaços,
    Sem que o nosso ideal encontre a meta!

    Querer ter a magia dum profeta,
    Ter forças p´ra vencer nossos fracassos,
    À ilusão e à vida dar os braços
    Quando o Cupido atira a sua seta.

    É descer aos mistérios das ravinas,
    Desvendar horizontes nas colinas
    E em tudo achar motivos de beleza!

    Ser simples como as ervas pelo chão
    E agradecer a Deus este condão,
    Que é sentir dentro em nós a Natureza!”

    Poeta – Antero de Quental

    ………./ /……..
    Eu não sou, nem pretensão, muito menos vocação para tal, mas sou o bichinho álacre sedento de beber da taça-poema que o poeta nos estende.
    Mas não pensem que me fico pelo beber… Também me apraz retribuir. Como? Perguntam vós… É fácil, é talvez o mais fácil. É fazer parte da Natureza, provocando, defendendo, exaltando, oferecendo matéria para que o poeta a possa sentir e partilhar como só ele o sabe fazer, com a magia que recebeu do divino.

    Tenho SEDE e vós ?

  5. Constança says:

    Ser poeta

    Florbela Espanca

    Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
    Do que os homens! Morder como quem beija!
    É ser mendigo e dar como quem seja
    Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

    É ter de mil desejos o esplendor
    E não saber sequer que se deseja!
    É ter cá dentro um astro que flameja,
    É ter garras e asas de condor!

    É ter fome, é ter sede de Infinito!
    Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
    É condensar o mundo num só grito!

    E é amar-te, assim perdidamente…
    É seres alma, e sangue, e vida em mim
    E dizê-lo cantando a toda a gente!

  6. Constança says:

    Adorei as fotos
    Lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssssssssssssssssssssssss!!!

  7. Constança says:

    Viva o Blog do Alpha!!!!

  8. Rosana says:

    A Maninha está me saindo mais poeta que muitos poetas. Na sua linguagem e a sua maneira, me faz lembrar o tom de Mário Quintana e, quiçá, Manuel de Barros. Acho bom mesmo a Dalila manter o blog: já estava cansada de entrar e não encontrar novidades… só silêncios…

  9. Isa says:

    “Ser poeta é ser mais alto, é ser maior” que o Gigante Adamastor

    (…) “E dizê-lo cantando a toda a gente!” Na linguagem universal do Amor

    E perdão aos outros, mas que deliciosa ouvi-la na linguagem de Camões

  10. Isa says:

    As Abelhas – Vinícius De Moraes

    A AAAAAAAbelha mestra
    E aaaaaaas abelhinhas
    Estão tooooooodas prontinhas
    Pra iiiiiiir para a festa.

    Num zune que zune
    Lá vão pro jardim
    Brincar com a cravina
    Valsar com o jasmim.

    Da rosa pro cravo
    Do cravo pra rosa
    Da rosa pro favo
    Volta pro cravo.

    Venham ver como dão mel
    As abelhinhas do céu!

    Por onde pára a Abelha Mestra ? Alguém a ouviu zumbir?

    Pssst!!! Já chega de “castigo”, desde 16/7 é uma eternidade…..

  11. Constança says:

    de SOPHIA DE MELLO BREYNER

    Liberdade

    Aqui nesta praia onde

    Não há nenhum vestígio de impureza,

    Aqui onde há somente

    Ondas tombando ininterruptamente,

    Puro espaço e lúcida unidade,

    Aqui o tempo apaixonadamente

    Encontra a própria liberdade.

  12. Isa says:

    NaqueleTempo – Sophia de Mello Breyner, 20/09/1999

    Naquele tempo
    Sob o caramachão de glicínia lilaz
    As abelhas e eu
    Tontas de perfume

    Lá no alto as abelhas
    Doiradas e pequenas
    Não se ocupavam de mim
    Iam de flor em flor
    E cá em baixo eu
    Sentada no banco de azulejos
    Entre penumbra e luz
    Flor e perfume
    Tão ávida como as abelhas