Alpharrabio começa a festa no dia 21 de fevereiro (quinta-feira) de 2008 às 18h30 com a exposição Poetas Portugueses e Brasileiros (16 Poetas + Pessoa + Drummond) desenhos de Constança Lucas
“Com estes retratos revisitei alguns dos poetas cujos poemas me tocam profundamente. Tenho em mim a descoberta de cada um deles, pelas suas palavras, pelas vivências singulares na construção do meu mundo, pela partilha das contradições, pelos encontros e acordos entre as pequenas e grandes coisas do dia a dia. No entrar em mim mesma e perder-me infinitamente, no saber-me solitária e solidária. Da aproximação, da empatia poética nasceram estes desenhos.” Constança Lucas 2008

Por curiosidade: Aquando da inauguração da Byblos – Amoreiras, Lisboa, a 13/12/2007, foi apresentado a obra “Artistas Retratam Escritores Que Retratam Artistas”, de Cruz Santos, criada em exclusivo para essa ocasião e contou com o prefácio do Prof. José Augusto França.
Boas venturas à exposição, à artista, aos artistas do “Alphatemplo” e aos artistas visitantes (e já agora, à minha mãe que nesse dia, 21/02, soma mais um aninho).
“Dia de hoje
Ó dia de hoje, ó dia de horas claras
Florindo nas ondas, cantando nas florestas
No teu ar brilham transparentes festas
E o fantasma das maravilhas raras
Visita, uma por uma, as tuas horas
Em que há por vezes súbitas demoras
Plenas como as pausas do verso.
Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
Bailando na doçura
E na amargura
De serem perfeitas e de serem breves ”
poema de Sophia de Melo Breyner Andresen
Isa
obrigada pela sua missiva
Não conheço esse artista Cruz Santos, nunca vi nada dele mas irei procurar.
abraços
E da noite, nasceu o dia
Do sonho, urgiu a realidade
“E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução” (V.M)
Assim iniciou-se obra
Assim nasceu o Alpha
“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.” (F.P)
Longa vida, vida longa à obra e aos obreiros
Um quase inverno
a Dalila Teles Veras
captura
papoulas
poesia ardente
a dançar um quase inverno
palavra-paisagem
madeira
crava na fúria
estradas e deuses
aprisiona segredos-signos-símbolos
e
tormentas
a palavra
desperta
a serpente urbe
en
cruz
ilhada
solo minado
homens rabiscados
formas
e
forças
fragmentos
janela dos dias
lendo “à janela dos dias – poesia quase toda” – Dalila Teles Veras, Alpharrábio edições