Uma conversa acerca do mistério da palavra transformada em imagem
foto: fátima roque
Mais uma conversa poética-cineclubista na manhã do último sábado a propósito do documentário “O Poeta é um Ente que Lambe as Palavras e se Alucina”, de Arlindo Fernandes, abordando a vida e a obra do poeta Manoel de Barros, um “exercício compartilhado entre o documentarista e o próprio poeta” que, aparece “numa ponta” no final do filme. Com mais de 90 anos de idade, diz Manoel: Eu não caminho para o fim, eu caminho para as origens. Surpreendente, como em tudo, diz: “sou um homem de fé. Me acho incompleto e por isso preciso do mistério. Pra mim a razão é acessório. Preciso acreditar que estou nas mãos de Deus. Sem fé eu me sinto um símio.” Talvez esse e outros “mistérios” expliquem a estranheza que os temas de sua poema costumam despertar. Insignificâncias desprezadas pela dita civilização, a observação e o respeito pela natureza, os seres ínfimos (como lesmas, lagartos e formigas) fazem parte do universo mítico do grande poeta de “Gramática expositiva do Chão” que anda escrevendo suas memórias infantis da velhice. Sobre o filme? Como descrever em palavras imagens que vieram das palavras? Quem não viu, procure ver, pois vale a pena. (dtv)
11 de Março de 2008 @ 09:40
fiquei morrendo de vontade de ver este documentário
a fé é algo tão pessoal e amplo como a esperança
Penso nos poemas de Manoel de Barros e o cheiro da terra aflora em mim
21 de Março de 2008 @ 21:50
Outro belo filme sobre a obra de Manoel de Barros é Caramujo-Flor, de Joel Pizzini. Vale a pena conhecer!
21 de Março de 2008 @ 21:51
Outro belo filme sobre a obra de Manoel de Barros é Caramujo-Flor, de Joel Pizzini. Vale a pena conhecer!
(Agora com a URL correta)