A fiel escudeira Luzia Maninha, lacônica, mas precisa e concreta, como sempre, envia-me um lembrete:
“Blog: 2 anos
agosto de 2006
caderno de registros: primeiras palavras
agosto de 2007
apropiações: 30 mil visitantes
agosto de 2008
inquietudes: 191 artigos publicados
intervenções: 362 comentários publicados”
E eu acrescentaria: até este momento (19h35 do dia 30 de agosto de 2008) recebemos 76.232 visitas.
Ainda que tenha assumido a tarefa com muitas dúvidas e reticências, devo confessar que não é má essa idéia de comunicação em tempo real com tanta gente, d´aquém e d´além mar. Devo dizer também que ainda insistimos na convocação para o encontro presencial, o toque, o olho-no-olho, a conversa jogada (?) fora, o café/chá a fumegar na xícara, as farpas, os elogios, os afagos, humanas trocas. Uma coisa, portanto, não exclui outra. Continuemos.

esta bela foto de Luzia Maninha – a formiguinha a fecundar uma flor no jardim do Alpha – ilustra bem estas palavras e nos remete aos propósitos enunciados.
A propósito, o aniversário de hoje é duplo: 2 anos de blog e 4 meses de Filipe, meu neto que, por sinal, até já cortou a pele de um dedinho ao folhear um alfarrábio e sempre presta uma atenção nos diálogos aqui travados. Promete, o rapaz… (dtv)
Oi Dalila, oi Luzia Maninha, oi Alfistas graudos e miúdos
é tão legal ir sabendo as atividades, ideias, fotos, invenções
fico torcendo pela continuação
leitores de blogues são como leitores de jornais, sempre lêem e raramente deixam missiva ou escrevem cartas do leitor
abraços solidários
Constança
Ops! Estou esbaforida… Bom, na verdade, nem tanto assim, pois “quem corre por gosto não cansa”, acabei de chegar de mais uma viagem ao centro do blog.
Sim, fui mesmo até ao cerne, ao âmago do mesmo. Revi com especial atenção o período a que chamei de “Abanão negro” – Julho-Agosto/2007 de dias frenéticos, bem complicados. De lá para cá, as visitas superaram a duplicação. É bom, não é?! A “malta”, quando é preciso, manifesta-se…
Neste blogue degusta-se com todos os sentidos e se o mais distraído alguma dificuldade tiver (o que é bem difícil), as fotos da Maninha dão-lhe aquele toque mágico, poético.
Poderia aqui enumerar dezenas e dezenas de artigos em que para além da visão e do tacto, todos os outros sentidos estiveram em alerta permanente, mas isso seria deveras exaustivo e, inconscientemente, poderia tornar-me tendenciosa. Ao acaso, darei a título de exemplo o artigo “Das artes fora do seu tempo” – 25/11/2007, que me trouxe o cheirinho precioso da “Princesa”, a gráfica do meu bairro.
As vivências e emoções que aqui são partilhadas são preciosidades reais. Este blog tem todos os predicados necessários para dissipar quaisquer “dúvidas e reticências” mais resistentes da bloguista.
Bem hajam por me deixarem brindar convosco, tim-tim.
Sei hoje – e por isso entendo tão bem quando a Constança diz que leitores de blogs são como leitores de jornais (já escrevi num e noutro) não deixam comentários, ou são poucos os que deixam, mas quando deixam… Bem quando deixam exercem o papel de motores propulsores da caminhada. Quando, por exemplo, alguém se debruça sobre esta trajetória e se dá ao trabalho de analisá-la (saindo de lá esbaforida e cansada), como acaba de fazer a Isa e como sempre o fazem a Constança, a Rosana o Daniel e outros leitores assíduos, aí é que assumimos um compromisso conosco mesmo de “não deixar cair a peteca”. Tentaremos. Bem hajam todos…
Querida Dalila
Estamos começando uma nova temporada de florescência. Plena primavera!
Abs
Vitoria