Morreu o Maestro Flavio Florence

É com muito pesar que comunicamos o falecimento, nesta manhã de domingo, 21, do nosso querido Maestro Flavio Florence, após lutar bravamente durante dois anos contra grave doença, sem que isso, entretanto, o impedisse de manter suas atividades.
O seu corpo será velado no Saguão do Teatro Municipal de Santo André, das 10 às 15h de hoje de onde seguirá para o Crematório de Vila Alpina, SP, onde será cremado às 16h00.
O ABC, além de cinzento como está hoje, ficará empobrecido sem esse talentoso artista e admirável homem de cultura, que muito contribuiu para a projeção além fronteiras da arte e da cultura da nossa região e, sobretudo, por ser responsável, ao longo dos últimos 20 anos, pela formação de um público fiel para a música de concerto.
Sua batuta permanecerá entre nós, orquestrando lembranças dos momentos memoráveis que nos proporcionou.
Que a Orquestra Sinfônica de Santo André, seu projeto de vida e principal legado, pela qual se batia permanentemente para mantê-la como uma das melhores do Estado de São Paulo, possa permanecer forte e em atividade constante. Que isso passe a ser um compromisso de toda a nossa comunidade cultural. (dtv)

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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9 Responses to Morreu o Maestro Flavio Florence

  1. Sônia says:

    Acabei de ouvir a notícia na TV, sobre a morte do maestro. É assim, a morte. Deve ter seus critérios para levar uma pessoa que a tantos encantou com sua arte! A nós resta a saudade, mas sua figura será eternizada em seu trabalho magnífico!

  2. ouvi na Eldorado uma longa noticia sobre a morte deste homem, que deixou sementes culturais importantes, que seja um exemplo

  3. Santo André – e todo o Grande ABC – sente profundamente essa perda. Flávio Florence foi um daqueles em que a luz dos deuses reverberou, no dizer de Píndaro:

    “Criatura fugaz:
    o que é alguém?
    O que é ninguém?
    Sonho de uma sombra: o homem.
    Porém, quando o brilho divino desce,
    sobreverbera a luz,
    e a vida é doce.”

  4. Salvador dos Santos Filho says:

    Fiquei muito triste com o falecimento do Maestro Flávio Florence. Estive fora o dia todo e somente agora às 22,49 horas abri o meu e-mail. Acredito que ele, onde estiver, estará entre sempre entre nós. Salvador dos Santos Filho

  5. Daniel Brazil says:

    Sinto não estar aí com vocês. Conheci o Flavio em 1992, quando trabalhamos juntos na Secretaria de Cultura. Um batalhador da cultura, realizador de fato, além de artista de grande sensibilidade. Juntou-se aos bons, certamente.
    abraço, Daniel Brazil

  6. Solange Assumpção says:

    Embora atualmente distante de Flávio Florence (toquei sob a sua regência na Orquestra Sinfônica de Sto André, nos tempos de violista, por apenas 3 anos por volta de 1995), quero contribuir para a preservação da memória de batalhadores culturais como ele. Que esse registro seja uma pequena e dedicada contribuição (como uma parte de viola em uma orquestra) à construção desse memorial.
    “A morte tece o seu fio de vida feita ao avesso” (de Paulo César Pinheiro, letrista) é um verso que, nos momentos em que a vida se confronta com a morte, pode se tornar muito significativo.
    Minha solidariedade a sua família.
    Solange

  7. O meu destino está para sempre ligado à memória de Flávio Florence. Grande artista. Acima de tudo, grande homem, com uma vontade inabalável de vencer. Que exemplo de luta e de estamina! Quis estrear a minha obra naquele que seria o último concerto da sua vida. E estreou. Não capitulou perante a doença. Eu saí engrandecido da experiência que vivi naqueles ensaios: um homem fisicamente debilitado, mas com uma força anímica sonora como um sino de bronze! E a Orquestra Sinfônica Brasileira foi de uma sensibilidade e atenção comovedoras. Não esqueço a esponjinha molhada que a “concertino” pôs na estante para o Flávio molhar os seus dedos desidratados. Pessoas bonitas, de boa memória. Sim: o meu destino está para sempre ligado à memória de Flávio Florence. (Eurico Carrapatoso, Lisboa, 2 de Outubro de 2008)

  8. Antonio Possidonio Sampaio says:

    Além de maestro reconhecido, Flavio Florence foi um educador incansável. Todos que participaram das suas exposições no Alpharrabio, visando, principalmente, à formação de auditório, sabem da luta dele para tornar Santo André e a região do ABC uma referência musical. Com ele conversei depois que a moléstia que o vitimou. Naquela noite, em que ele fora ao Municipal prestigiar um colega, começou minha agonia, torcendo para que ele superasse o infortúnio. Dias depois, ao assistir a um concerto por ele regido, com minha amiga Dalila, não tivemos condições de com ele falar. No velório, naquele domingo chuvoso, a dor aumentou, parecida com a despedida de Celso Daniel, quando eu estava viajando, e também senti minha insignificância nesses momentos. Celso e Flávio serão sempre lembrados, com certeza. 0s dois, que tanto fizeram por Santo André, devem estar, noutro plano, torcendo para que seus ideais sejam seguidos e lembrados. Antonio Possidonio Sampaio

  9. Mônica ferreira Camargo says:

    Queridos Amigos,
    Agradeço do fundo do coração as mensagens de carinho e conforto. O melhor que podemos fazer por meu querido marido Flavio é lutar para que seu trabalho continue da maneira como ele o concebeu. Acreditava profundamente na sensibilidade e inteligência do Povo de Santo André e do ABC, escolhendo sempre um repertório de qualidade, que formou o maravilhoso público que hoje temos. Seu sonho era ver a Orquestra Sinfônica de Santo André profissionalizada. Flavio estava sempre pronto a ensinar mas especialmente a aprender, conhecer novas línguas, novas artes, pessoas e lugares.Vamos sentir muita saudade!

    Com muito carinho, Mônica Camargo

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