Antes que os encontros alpharrabistas de arte e cultura reiniciem, é preciso registrar o do último sábado, 21.03.09
Cultura e literatura e os diálogos possíveis, na abordagem de quem estuda e pesquisa: O prof. Valmir de Souza.
Valmir se insere numa corrente de pensadores (a exemplo de Edgar Morin e G. Steiner) que estabelece na poesia um eixo do seu pensar e reflete a partir das próprias premissas e complexidades colocadas pelo próprio poema. O livro de sua autoria, que ali estava sendo autografado, Cultura e literatura – diálogos, é bem um exemplo de como a poesia permeia o pensar e o refletir de Valmir (“resistir, para o poeta, me parece uma coisa inerente”), a começar pelas epígrafes (Drummond, Leminski, Murilo e outros) de seus ensaios.
O livro reúne ensaios que tratam de três eixos principais: 1) conceito de Cultura; 2) desenvolvimento cultural e 3) políticas culturais. Valmir pensa a cultura a partir da cidade, ou seja, vista pelo prisma da sociedade contemporânea e, de certa forma, inquietações sobre como enfrentar esse “monstro” que é a sociedade de consumo (“toda indignação precisa gerar uma luta”).
Entretanto, instigado pela platéia a falar sobre a sua experiência como gestor público, suas declarações não foram nada animadoras: “a gestão pública liga com duas temporalidades, o tempo da burocracia e do jurídico e a outra é o da comunidade, difíceis de conciliar (…) a máquina governamental do modo como está montada, não permite o pensamento e, se se cria, tem que ser subserviente àquilo tudo”. (dtv)


Dalila, você realmente resumiu o encontro, traduzindo o tom da conversa.
Quanto à gestão pública da cultura, pode-se tentar outras formas de inserção da comunidade de forma a não se render à lógica burocrática que governa a maior parte da sociedade brasileira.
Abraçosgrandes
Valmir