A SIMETRIA DO NÃO LUGAR
8 de Junho de 2010 @ 23:04 por Maninha10 de junho (quinta-feira) - 19 horas

ABCDMaior - Liora Mindrisz
O Abstrato da Cena Urbana nas fotos de Julio Rossi
10 de junho (quinta-feira) - 19 horas

ABCDMaior - Liora Mindrisz
O Abstrato da Cena Urbana nas fotos de Julio Rossi
Construir leitores é tarefa de engenharia humana. A ela é preciso acrescentar alguns ingredientes, quais sejam: comunicação fácil com os pequeninos e, sobretudo, paixão e a certeza de realmente contribuir de alguma forma para a formação de cidadãos leitores futuros (e de agora, claro).
As sementes estão a brotar, radiosas, desse projeto que nasceu do entusiasmo e cresce na certeza do acerto. No último sábado, 22.05, as “tias” Penélope (a escritora) e Suca (a contadora), ambas animadoras, botaram os pequenos e os grandes em grande estado de participação e criatividade. A “tia” Criz não veio, mas foi lembrada.
Sementes que hão de germinar.
Abaixo flagrantes clicados pela “tia” Maninha. A pipoca ficou por conta da “tia” Eliane, ambas igualmente entusiastas da atividade.

as animadoras

a contadora de “A dona dos ovos”

a interatividade dos grandes e pequenos,

envolvidos nas artes da leitura e criação, azáfama coletiva

mas que requer concentração individual

e pose coletiva a mostrar o resultado

posteriormente exibido - história ouvida, história assimilada, história recriada
Na última terça-feira, o Alpha recebeu poetas e artistas amigos para festejar o lançamento de Policromia de Jurema Barreto de Souza.
que, entusiasmados, foram lendo os poemas em voz alta

enquanto a conversa e as trocas rolavam à parte

autógrafos

e mais

e mais

e mais

e mais autógrafos eram distribuídos

inclusive, para os pequenos

ex-alunos da professora poeta

com homenagens especiais ao elogiado capista Milton

e à parceira primeira d´A Cigarra

enquanto patês (elaborados pela Nani) eram saboreados em frente (salve, salve) do velho Jorge Amado. Vida longa e colorida para Policromia. (dtv)
18 de maio (terça-feira) - 18 horas
Lançamento do livro
POLICROMIA
poemas de
Jurema Barreto de Souza
A Cigarra Edições

Diz o Houaiss que a palavra “Anedota” não é apenas uma derivação: por extensão de sentido, ou seja, narrativa breve de um fato engraçado ou picante, mas essencialmente uma “particularidade curiosa ou jocosa que acontece à margem dos eventos mais importantes, e por isso geralmente pouco divulgada, de uma determinada personagem ou passagem histórica”.
Ao escolher o título de sua primeira exposição individual na Livraria Alpharrabio (Anedotas sobre a Ausência), a jovem artista Bia Toth sabia exatamente onde queria chegar e o que desejava significar.

A delicadeza (atavismo mestiço oriental da autora?) dos pássaros e suas asas/mensagens

Das plumas e seus matizados e cambiantes azuis

Dos inusitados casulos/resíduos

em inesperadas caixas/molduras

não apenas remete a significativas particularidades à margem da vida cotidiana (resíduos de vidas – casulos em contraponto a vidas esvoaçantes e mutantes), mas faz com que o espectador rememore suas próprias particularidades (sentidas, vivenciadas, ouvidas).

Isso ficou muito evidente já na conversa mantida entre a artista e os convidados, que relataram pormenores de memórias ali despertadas.

Além de talentosa artista visual, Bia articula seus conceitos artísticos com firmeza e, de quebra, ainda prepara gostosuras gastronômicas como os patês que ofereceu aos convidados de seu vernissage.

A paisagem e o clima da livraria que, graças ao entusiasmo da curadora Cristina Suzuki e de seus escolhidos jovens talentos, vem mudando a cada mês, oferecendo possibilidades de apreciar artistas no seu nascedouro.

O tempo certamente dirá quem permanecerá, mas a emoção do nascer é um fato que sempre emociona. Assisti-lo é assistir ao próprio nascimento. E assim, (re)nascemos sempre, através do olhar e das possibilidades de (re)ver o mundo. (dtv - as fotos, como sempre, são de Luzia Maninha)
No momento em que digitamos este texto, o marcador aí ao lado registra: 200.076 visitantes!
Se esses números pouco representam para o imenso universo virtual, para uma modesta livraria é mais do que esperávamos e, em termos presenciais, um número inimaginável.
Os nossos agradecimentos a todos esses e as boas vindas aos outros duzentos mil que, temos certeza, nos darão a honra de sua visita e leitura. (dalila teles veras e equipe Alpharrabio)
A partir de hoje passaremos a publicar periodicamente, entrevistas que, simultaneamente, também estarão disponíveis no You Tube, realizadas com de artistas, escritores e intelectuais, residentes todos na região do Grande ABC e que foram ao ar no bloco denominado “Janela Cultural” no programa ABCDMaior em revista, ao longo de quase dois anos (de 25.06.2007 a abril de 2009). Nesse período entrevistei 54 diferentes pessoas.
Achamos por bem publicá-las aqui (quase todas elas gravadas nas dependências do Alpharrabio - com exceção de algumas realizadas no próprio local de trabalho do entrevistado) por acreditar que este conjunto bem dá uma idéia da diversidade e qualidade da arte e do pensamento local (lembramos que esse ‘local” é composto por dois milhões e 300 mil habitantes) e que, sem bairrismo de qualquer espécie, o insere no constexto nacional. Aguardem mais. dalila teles veras
Conforme é do conhecimento público, a atividade cultural da Livraria Alpharrabio neste início de 2010 foi frenética.
A comemoração da maioridade foi um dos motivos, mas não só. Lua e alguns outros astros em conjugação (seria assim no jargão do estudo da astrologia?), ou (melhor traduzindo para evitar futuros equívocos semânticos), um entusiasmado grupo recentemente tomou de assalto as dependências do Alpha e dele se apropriou com a conivência da sempre conivente Luzia Maninha, e, seguidamente, tramam, ocupam e tomam de assalto as dependências da casa da Eduardo Monteiro (e os muros externos e tudo o que mais houver).
Junte-se a isso, tudo que nos chega de forma espontânea, ou seja, propostas de peças de teatro, lançamentos de livros, concertos, palestras e mais o que se vai retirando do baú da nossa particular incubadora de projetos que vão sendo armazenado pelos da casa e dá nisso: a reduzida equipe de sempre (três pessoas) nem sempre dá conta de forma eficiente, como neste caso, do registro.
Justificativa feita, aqui vai um registro tardio das três últimas atividades, em fotos da nossa factótum Maninha:
Em concorrida manhã de sábado, 17, na Casa do Olhar, em Santo André, o escritor, crítico e pesquisador José Armando Pereira da Silva autografou seu livro “Andamentos da Cor” sobre o pintor Paulo Chaves (FAC/Alpharrabio Edições, 2010)


Já na segunda, 19, a trupe das artes visuais fez a festa na sede da livraria.
Lançamento da coleção Evoé de postais, alusiva aos 18 anos da Alpharrabio.





Ontem, foi a vez do teatro. Clarice em cena, entusiasmou a platéia composta por mais de 40 pessoas. Gente jovem com a coragem de enfrentar a sempre desafiadora palavra de Clarice Lispector. Fizeram isso com leveza, seriedade, bom humor e muito talento. Um belo exercício experimental no teatro tão carente hoje da (boa) palavra. Foram elogiados e muito aplaudidos. Saiba mais sobre o grupo Ausência em Cena, aqui


