Poesia para consumo doméstico

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Leonardo é um fotógrafo que faz poesia (nos dois sentidos, com a imagem e com a palavra). Nele, desde sempre, ambas as expressões convivem harmoniosamente.
Em 24 de abril de 1992, com a exposição Fotopoesia, Leonardo inaugurou o espaço expositivo da livraria. Tratava-se de imagens com vinhetas quase haicais, que, mais do ilustrar um ao outro, completavam-se. Uma poesia do olhar e da solidão.
Se na fotografia, assim como nas telas de Chirico, o fotógrafo Leonardo elege a solidão do homem moderno na cidade grande, o poeta Leonardo elege as paixões e as emoções afetivas como tema de seus poemas.

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foto: Lina Abreu

Neste 2011, o filho pródigo, que há 19 anos, aqui mostrou suas fotos e imagens, retorna a esta casa, agora fazendo parte do nosso catálogo editorial, como escritor. Poesia para Consumo Doméstico (Alpharrabio Edições, 2011) é o título de seu primeiro livro de poesias, apresentado ao público no último dia 30 de junho, em noite prestigiada na sede da Livraria Alpharrabio, em Santo André.

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Aqui, a palavra diz tanto quanto mil imagens:

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Pedidos: Alpharrabio Livraria: virtual@alpharrabio.com.br

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Arte Postal – Os livros

Aproxima-se o prazo final para envio dos trabalhos para a mostra de Arte Postal – Os livros: 29 de julho de 2011.
Aberta desde janeiro deste ano a todos os criadores, poetas, desenhadores, pintores, gravadores, escritores, desenhistas, foi projetada e é coordenada pela artista Constança Lucas. Os trabalhos recebidos estão sendo publicados em blog próprio AQUI, onde também pode ser consultado o regulamento. Já são cerca de 200 postais, enviados por 146 artistas de todo o Brasil e de outros 17 países (Japão, Bélgica, Portugal, Argentina, EUA, Espanha, Uruguai, Suiça, Canadá, Venezuela, Itália, Malásia, Holanda, Peru, França e Rússia). Trabalhos continuam a chegar.
Os trabalhos recebidos serão expostos:

Livraria Alpharrabio, em Santo André (de 17.09 a 15.10.2011)

Galeria Gravura Brasileira, em São Paulo, de 1 a 31 de março de 2012.

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Cinema Paradiso da Vila São Pedro exibido no Alpharrabio

Leia o texto no blog O lugar escrito, do Fórum Permanente de Debates Culturais: aqui

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Poesia em noite de autógrafos

Amanhã, 04 de julho, a partir das 19h00, no Bar Balcão, Hélio Neri autografará o seu Palavra Insubordinada. Todos estão convidados a prestigiar o poeta do catálogo Alpharrabio Edições.

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Bar Balcão: Rua Dr. Melo Alves, 150 – Jardim Paulista – São Paulo

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Leitores em Construção

Um projeto de paixão e vontades (paixão de ler, vontades de partilhar, fomentar e divulgar o prazer da leitura) que deu certo: Construindo Leitores que há dois anos, mensalmente, reúne os pequenos (e os grandes) na livraria Alpharrabio, há 19 anos inserida na vida cultural e pensante da cidade e, virtualmente, além fronteiras.
No último encontro do semestre, uma vez mais os pequenos, recepcionados pelas “tias” Suca (a contadora desta versão) e Penélope,

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viram, ouviram, atentos

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interagiram (sombras antigas com a modernidade tecnológica – a tradição resgatada e transformada)

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e trabalharam criativamente, ajudados pelos solícitos papais e mamães

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borboletas, asas para voar mais alto (fotografar para mais longe lembrar)

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Estes encontros são foram/são possíveis graças à idealização e entusiasmo primeiro e permanente de Sueli de Moraes (a Suca), artista plástica e educadora, e Penélope Martins, escritora, que se revezam na contação e se unem na animação, mas também aos que trabalham em silêncio, nos bastidores: Luzia Maninha (no registro fotográfico, na postagem dos convites, na infraestrutura…) Eliane (nas pipocas, no afeto da recepção à criançada) Criz Suzuki (na arte do flyer e banner) e, claro, aos familiares que trazem os pequenos e igualmente se entusiasmam e entram na brincadeira.

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Exposição

Encontra-se aberta ao público, mais uma exposição nas dependências do Alpha: “Voltei pra onde não estava”, de Roberto Lenhardt. Roberto é um artista de longo percurso artístico, que inclui experimentações diversas, em especial, com a gravura.
Em conversa com os presentes durante o evento de abertura da mostra, Roberto (coadjuvado pela curadora Cristina Suzuki)

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falou de sua trajetória artística

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como também de suas preocupações estéticas e atuais projetos

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indicações seguras para que os convidados melhor pudessem apreciar as sutilezas das obras ali expostas

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comentando-as, em conversas… trocas, toques, diálogos, como sempre, capturados pelas lentes de luzia maninha. Festa interminável do pensar, do fazer e debater. (dtv)

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Fotografar e punir

“Paranapiacaba de onde se avista o abandono:
é proibido fotografar”

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o trem ainda passa aqui

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já não se aguenta aberta

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vista com taramela

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sem teto e luz

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abraços ao cair

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fechada até o próximo disparo

Leia no Blog O Lugar Escrito o Texto do Prof. José de Souza Martins

Fotos: Luzia Maninha, 15.11.2010

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Moda, arte – o cotidiano e seus vestígios

Por ocasião do encerramento da Exposição Vestígios, no último dia 04 de junho, uma mesa de debates reunindo os três artistas Edilson Ferri, Thaís Graciotti e Marta Masiero, mais a curadora Agda Carvalho, abordou o instigante tema “A estampa e os vestígios cotidianos”. Momento rico em reflexões, que a mediadora, armada em repórter “ad hoc” tenta aqui registrar, tentativa de provocar novas reflexões.

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Agda iniciou sua abordagem dizendo da reflexão prévia sobre um espaço que tivesse um significado para abrigar a exposição e que a escolha recaiu no Alpharrabio pelo fato de ser um local aglutinador de várias linguagem e de sentidos : “Trata-se de um projeto inicialmente ligado à moda, não uma fronteira, mas os encontros possíveis com a moda e a moda esbarra na questão da estampa. A mostra reflete como os artistas estão conectados com o cotidiano e esses trabalhos buscam o entendimento com os grupos visto que em tempo virtuais, apesar das redes sociais, estamos sós. A “materialidade” se dá hoje na arte e uma coisa interessante é que volta a discussão na arte.”

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Sobre seu próprio trabalho, disse Edilson Ferri: “perceber o espaço físico e o universo virtual, buscando links de lugares que não estão ligados. Somos acometidos hoje de uma neurose de querer saber o que está acontecendo em todo mundo e não estar em lugar nenhum. Acredito que meu trabalho dá a oportunidade de vivenciar, abre uma conversa para o comportamento e o universo virtual e imediatista. Uma colagem digital – o real que vai para o virtual e que volta para o real, físico, ou seja, a materialidade que volta. Os trabalhos têm em comum fazer pensar o que nos rodeia. Se por um lado existe o registro imediato (a gente faz e daqui a pouco está no blog, a memória volátil, o guardar muita coisa sem o olhar seletivo), só mesmo quem esteve e vivenciou é que entende e, vivenciar hoje, é a grande dificuldade. Se não vivenciamos, não há registro e não conseguimos passar isso pra frente. Não se guarda a totalidade, apenas os vestígios. E quais são os vestígios? as imagens que ficam? Curadoria é também selecionar e interpretar. São preocupações que tenho.”

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Marta trabalha com a questão da memória, objetos com história, como toalhas rendadas, que começou a explorar plasticamente e geraram reflexões (material frágil com carga forte) para uma construção da imagem da mulher hoje, delicada e ao mesmo tempo forte. Essa imagem tanto pode ir para um lado mais sensual quanto para o familiar, são os seus contrapontos. Trabalha com serigrafia e sobreposição de carimbos. Tentativa, segundo ela, “de união de fragmentos, presente, passado e porvir, construção do ser humano”.

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Thaís, justifica a escolha da temática “Ilha” pelo fato de, ela própria, ser de uma ilha (Vitória, ES). Seu trabalho foi realizado numa comunidade na Ilha das Caeiras (ES).
“Não pensar o ilhéu como isolamento, mas com o sentido de abertura, multiplicidade da palavra, presença e vestígio, a palavra colada nas camisetas, nos corpos, a palavra para me inserir naquela paisagem, fazer parte, como ilha, naquela ilha.” Depois disso, começou a viajar para ilhas e, na impossibilidade de fazer com que as pessoas vestissem a camiseta com a palavra “ilha”, a palavra passou a ser colocada em todo lugar, “palavra como demarcador e resignificação de objetos, estética Ilha.”

Após a fala dos quatro convidados, ouve o debate com a platéia que acabou botando muita lenha na fogueira. Para se ter uma idéia do calor que ali foi gerado por tanta energia, algumas questões jogadas na arena:
- a questão da moda encarada pela Academia apenas como uma leitura semiótica, agora como vestimenta que interfere no comportamento;
- moda como atitude de contracultura que o Sistema incorporou;
- o monopólio da fala e da comunicação; o processo histórico;
- o que se entende como corpo; “secund life”?;
- o material teórico; diálogo com a poesia e a geografia;
- uma nova globalização; sociedade de gente que come demais;
- na prática a política é outra; as discussões do antigo CEPS, em Santo André, levaram pessoas à política, que hoje ocupam alto cargos governamentais, cultura política que a cultura da geração da imagem não consegue manter;
- sequer conseguimos registrar aquilo que fizemos no passado;

Ilhas entre livros, lugares impossíveis, mas muito prováveis, memórias rendadas, que ficarão… Desde ontem, as paredes são outras, outras são as memórias, igualmente dignas de visita e discussão.

E mais tempo houvesse, mais mundos discutiríamos… (dtv)

E.T.: como sempre, as fotos são de Luzia Maninha.

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Nesta sexta, 17.06, Abertura da nova exposição no Alpha

Acontece nesta sexta-feira, 17 de junho, pelas 19h00, a abertura da exposição “Voltei pra onde não estava”, conjunto de trabalhos em gravura de Roberto Lenhardt, sob a curadoria de Cristina Suzuki.
Todos estão convidados.

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Para ouvir, ler, participar – construir leitores

A última edição do Construindo leitores, contou, mais uma vez com as “tias” Suca e Penélope, contadoras e divertidas intérpretes de histórias (delas próprias e alheias)

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sempre atentos, os do colo (é de pequeno que se torce o pepino, diziam os antigos autoritários – neste caso, é de pequeno que se educa para olhar/ouvir o mundo através da literatura) e os maiorzinhos

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sem contar os papais, mamães e titias,

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igualmente empolgados, entram nas histórias

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que desta vez foram ilustradas musicalmente no teclado pelo ” tio” Edu (Eduardo Nunes), exímio desenhista, músico nas horas vagas

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e “tia” Li (Eliane) que preparou cuidadosamente os recipientes com algodão molhado para plantio dos feijões (com o nome de cada criança que os plantou) que hão de crescer tanto… para que os joõeszinhos e mariazinhas possam subir por eles e entrarem noutras tantas histórias dos próximos encontros na Livraria Alpharrabio (dtv)

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